Nesta semana foi comemorado o Dia Nacional do Ciclista, em 19 de agosto.
O ciclismo é, sem dúvida, mais que um modal de transporte.
Pode ser considerada uma forma de manifestar amor pela natureza e pela vida.
O Dia do Ciclista é ato político. Teve sua origem, mas não é a ela que se volta e sim à defesa do direito de o ciclista ter sua mobilidade segura e respeitada.
Segundo reportagem da Agência Brasil, o crescimento do uso da bicicleta trouxe outro tipo de aumento – o número de sinistros graves, informa a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet).
De acordo com a instituição, houve um “aumento relevante de 30%” no registro de sinistros que exigiram atendimento médico a ciclistas traumatizados nos primeiros cinco meses de 2021.
Os dados demonstram a importância de termos atenção e iniciativas focadas nesse público. O uso da bicicleta cresceu no Brasil e exige uma abordagem de prevenção ao sinistro.
É importante que mais ciclovias sejam implantadas com mais segurança para os ciclistas.
Em Suzano, por exemplo, a quilometragem de ciclovias aumentou, como na Avenida Brasil e João Batista Fitipaldi.
Em nível nacional, segundo a associação, em janeiro de 2019 foram registrados 1,1 mil sinistros graves com ciclistas, número que subiu para 1.451 em janeiro de 2021, “o mais alto nível no período estudado”.
Os dados avaliados pela associação mostram a evolução dos sinistros graves com ciclistas em todo o Brasil.
A Abramet avaliou também o perfil dos ciclistas envolvidos em sinistros graves. Cerca de 80% eram homens e a faixa etária predominante é de 20 a 59 anos (60% dos casos).
Há algumas dicas de segurança que, se seguidas, podem ajudar a tornar a mobilidade do modal cicloviário mais segura, de forma a reverter os números inflacionados pela pandemia e promover uma convivência mais harmônica nas ruas do país.
Sem baixar a velocidade das vias, é impossível conter a epidemia das mortes no trânsito.
Para que seja possível a convivência pacífica e humanizada no trânsito, é necessário a responsabilidade dos condutores de veículos maiores, para que protejam os menores, e a readequação dos limites de velocidade, afirmam especialistas.
Outra dica é de que ciclistas devem trafegar ao lado direito da via, ocupando um terço da faixa e sempre no sentido de circulação regulamentado no local.
Que as cidades do Alto Tietê possam se planejar garantindo ciclovias seguras para aumentar as opções de mobilidade e ainda a melhoria ao meio ambiente.