O DS vem acompanhando o estoque de sangue armazenado em Suzano. Há campanhas em várias cidades em prol da doação.
Ontem, o Governo de São Paulo informou que precisa urgentemente de doadores de sangue para evitar o risco de cancelamento de atendimentos e cirurgias. A situação é crítica nos bancos de sangue de todo o estado e os tipos O+, O-, A-, B- e B+ são os de maior necessidade. O abastecimento regular é necessário para o atendimento de todas as instituições de saúde.
De acordo com o Estado, por conta do aumento dos casos de síndromes respiratórias, a doação de sangue registrou queda, impactando o nível das reservas. Os hemocentros de todo o Estado fazem um apelo para que a população faça doações.
A Secretaria de Saúde do Estado informou que está com queda importante nas doações de sangue, o que pode prejudicar o atendimento de todos os pacientes graves atendidos em hospitais.
É preciso um número estável e constante de doações para manter os estoques em níveis adequados.
Durante a pandemia, os bancos de sangue adotaram todos os critérios estabelecidos para segurança dos doadores como reforço na desinfecção dos ambientes, desinfecção das cadeiras a cada troca de doador, EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para os colaboradores, álcool em gel e o uso de máscara, que é obrigatório.
O DS acompanhou a situação, em Suzano, por exemplo, e destacou a importância das doações.
Candidatos à doação de sangue que tiverem o diagnóstico ou suspeita de Covid-19 serão considerados inaptos por um período de 10 dias após a completa recuperação.
Candidatos à doação de sangue que apresentaram um teste diagnóstico para Sars-CoV-2 (por exemplo, teste PCR ou pesquisa de antígenos em swab de nasofaringe) positivo, mas permanecem assintomáticas, deverão ser consideradas inaptas por um período de 10 dias da data da coleta do exame.
Uma única doação de sangue, que é insubstituível e essencial para o corpo, pode salvar até quatro pessoas. Esse ano, a doação de sangue vem marcada pelos desafios adicionais que os hemocentros do Brasil enfrentaram durante a crise sanitária de Covid-19. A doação de sangue não traz riscos adicionais quanto à Covid-19 e a perda de hemácias (células do sangue) não compromete a imunidade.
Mesmo quem já vacinou contra a Covid-19 pode doar sangue normalmente. Basta esperar um período que varia de acordo com o imunizante aplicado.
Aqueles que tomaram a Coronavac precisam esperar 48 horas antes de doar. Já os que foram vacinados com Astrazeneca, Pfizer ou Janssen podem fazer a doação depois de 7 dias.
Além disso, os hemocentros estão preparados e seguem rigorosamente todos os protocolos de segurança para prevenir os candidatos à doação e os profissionais de saúde, com atendimentos, inclusive, com hora marcada. Em 2020, em relação a 2019, houve queda de 10% no número de coletas de sangue por conta da Covid-19.