No final do ano passado, o percentual de famílias brasileiras com dívidas continuava em alta com 72,9%.
Os pesquisadores explicam que endividamento é diferente de inadimplência, quadro que se configura quando as dívidas estão em atraso.
Na edição de ontem, o DS trouxe reportagem com a realidade de Suzano.
Só para se ter uma ideia, o número de inadimplentes no comércio de Suzano, em janeiro de 2022, aumentou 62,47% em comparação ao mesmo período de 2021. No primeiro mês do ano passado, foram registrados 3.720 devedores, enquanto que, em janeiro deste ano, o número chegou a 6.044. Os dados foram divulgados pela Associação Comercial e Empresarial (ACE).
Especialistas explicaram que a inadimplência é um problema que afeta muitos brasileiros, ainda mais em um momento de tentativa de recuperação econômica. A crise somada a alta taxa de desemprego resultou no maior patamar de famílias inadimplentes em sete anos, segundo a Confederação Nacional do Comércio.
E isso não afeta apenas a população, mas a economia como um todo. Os preços, a produção industrial, o estoque de produtos estão diretamente relacionados a esse índice. Esses fatos acontecem porque, sem o pagamento, os comerciantes não recebem e também não podem pagar os fornecedores, que não tem recursos para produzir e assim por diante. O resultado é um ciclo vicioso que prejudica o cenário econômico.
No caso de Suzano, conforme o DS trouxe na edição de ontem, o aumento se deve, principalmente, ao movimento das vendas durante todo o ano de 2021.
Na época, o consumo esteve mais baixo do que o esperado devido a pandemia do coronavírus (Covid-19) e dos comércios que ficaram fechados em respeito às normas sanitárias.
O número de inadimplentes no próximo mês pode cair. Com o retorno total das atividades presenciais em 2022, a expectativa é que o comércio ganhe força, o que pode acarretar na diminuição dos inadimplentes nos próximos meses.
No caso nacional, só para se ter uma ideia, o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor aponta que o Brasil tem milhões de consumidores inadimplentes.
Ou seja, a inadimplência é um problema que afeta muitos brasileiros, ainda mais em um momento de tentativa de recuperação econômica.
A crise somada a alta taxa de desemprego resultou no maior patamar de famílias inadimplentes.
E isso não afeta apenas a população, mas a economia como um todo. Os preços, a produção industrial, o estoque de produtos estão diretamente relacionados a esse índice. Esses fatos acontecem porque, sem o pagamento, os comerciantes não recebem e também não podem pagar os fornecedores, que não tem recursos para produzir e assim por diante. O resultado é um ciclo vicioso que prejudica o cenário econômico.