Relatório publicado ontem (28) pela Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que os impactos das mudanças climáticas estão sendo “muito mais rápidos” do que o previsto pelos cientistas, causando “perturbações perigosas e generalizadas na natureza”.
Há uma grande preocupação sobre as mudanças climáticas e o que isso pode acarretar para cidades inteiras.
Animais, seres humanos e diversos ecossistemas têm suas vidas prejudicadas pela mudança climática. E, de acordo com a empresa britânica Economist Intelligente Unit, que produz relatórios econômicos para diversos países, a economia mundial também: levando em conta os países com as 82 maiores economias em âmbito global, o prejuízo financeiro gerado pela crise climática, que afeta todo o planeta Terra, pode chegar a até 7,9 trilhões de dólares.
Ontem, de acordo com o relatório do Painel Intergovernamental sobre Especialistas em Mudanças Climáticas (IPCC), os esforços que estão sendo feitos no sentido de mitigar esses efeitos não são suficientes. E, como consequência, há efeitos danosos para a vida de bilhões de pessoas, em especial povos indígenas e comunidades locais.
Neste momento, praticamente metade da humanidade vive em zona perigosa, segundo especialistas.
Neste momento, muitos ecossistemas chegaram a um ponto sem retorno.
E neste momento, o alcance descontrolado da poluição corrente força uma vulnerabilidade global que está em marcha para a destruição. Os fatos são inegáveis.
Os grandes poluidores continuam sendo os culpados por prejudicar nosso único lar.
De acordo com a diretora do Programa Ambiental das Nações Unidas, Inger Andersen, a mensagem que o relatório envia é clara: “mudanças climáticas já são nossos oponentes”.
O risco, segundo a diretora da ONU, atinge particularmente povos indígenas e comunidades locais.
O relatório destaca que, nas próximas duas décadas, o planeta enfrentará vários perigos climáticos inevitáveis, caso o aquecimento global chegue a 1,5°C. Alguns deles terão efeito irreversível. Os riscos são cada vez maiores e terão consequências para infraestruturas e para assentamentos costeiros de baixa altitude.
O estudo alerta que, em algumas regiões, o “desenvolvimento resiliente ao clima será impossível”, caso o aquecimento global aumente mais de 2°C. Neste sentido, o levantamento destaca “a urgência de implementar a ação climática, com foco particular na igualdade e justiça”, o que implica em “financiamento adequado, transferência de tecnologia, compromisso político e parcerias que aumentem a eficácia da adaptação às mudanças climáticas e à redução de emissões”.
Segundo especialistas, os combustíveis fósseis têm grande responsabilidade nesse cenário, e criticam os países que têm descumprido acordos multilaterais sobre o tema.