Nesta semana a população do Alto Tietê tem sofrido com o transporte ferroviário, ou mais especificamente, com a Linha 11-Coral da CPTM.
As fortes chuvas que atingiram a região leste da Capital e boa parte das cidades da região na última segunda-feira ocasionaram um problema que atrasa a circulação de trens entre as estações Corinthians-Itaquera e Tatuapé.
Usuários que utilizam a via já veem problemas desde a estação de Mogi, uma vez que os trens circulam em maiores intervalos. Ou seja, faltam trens para transportar os passageiros.
O DS informou na edição de ontem, com base em nota emitida pela CPTM para toda a imprensa, que o problema constatado é uma erosão próxima a estação de Itaquera.
“A galeria pluvial passa abaixo dos trilhos da Linha 11-Coral, o que tornou necessária a restrição de circulação de uma das vias. Desta forma, os trens estão circulando em via única entre as Estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera”, diz a companhia.
O problema tem gerado transtorno para quase 680 mil passageiros que usam o trem na região.
As soluções encontradas pela Companhia foram duas. Primeiro a transferência livre (integração) com o metrô em Itaquera. A outra solução foi a disponibilização de 36 ônibus, pelo sistema Paese.
A previsão inicial é de que as obras se estendam por pelo menos 45 dias.
A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras de São Paulo é quem trabalha, segundo a Companhia, na solução do problema. É importante que a Pasta resolva o quanto antes este problema. Até mesmo o Governo do Estado pode se envolver e tentar agilizar a manutenção.
A agilidade é necessária pois, com maior intervalo dos trens, muitos usuários precisam sair de suas casas mais cedo do que de costume ou acabam por chegar atrasados em seus compromissos.
Outra situação que exige a manutenção ser resolvida o quanto antes é as aglomerações formadas nas estações. Por conta da demora que os trens levam para andar a partir de Itaquera, a maioria faz a integração para o metrô, o que gera muita aglomeração. E, apesar da vacinação estar avançada, a Covid-19 circula e muita aglomeração pode influenciar em novas cepas do vírus.
Por isso seria viável uma força-tarefa entre a Prefeitura de São Paulo, o Governo do Estado e a CPTM para resolver o problema com a maior rapidez possível.