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Editorial

Três vezes mais

12 março 2022 - 05h00 Por Gabriely Machado
Três vezes mais

Uma reportagem da Agência Brasil, divulgada ontem, traz outra preocupação em torno da Covid-19.
O esforço dos poderes públicos para tentar reduzir os casos de contaminação e mortes seguem. 
Nesta semana, no entanto, com divergências, a liberação do uso de máscaras em locais abertos foi decidida. 
Ou seja, o uso do acessório de proteção foi desobrigado. Mas há quem ainda defenda a continuidade. 
Ontem, uma reportagem mostrou que o País ainda precisa se preocupar com a Covid. E, sobretudo, deixar claro que a pandemia não acabou.
Desde que a Covid-19 foi identificada, em dezembro de 2019, mais de 18 milhões de pessoas morreram devido à doença.
O número de vítimas da infecção provocada pelo Sars-CoV-2 é três vezes superior ao que indicam os números oficiais. A conclusão consta de estudo publicado nesta sexta-feira (11) na revista científica The Lancet.
Até 31 de dezembro de 2021, a Covid-19 causou a morte a 18,2 milhões de pessoas em todo o mundo, mais que o triplo dos dados notificados pelos governos e as autoridades de saúde, diz a pesquisa.
Segundo o texto, as taxas de mortes em excesso variaram amplamente entre regiões, embora o número de óbitos resultantes da pandemia tenha sido muito maior, particularmente no Sul da Ásia e na África Subsaariana. 
"Estima-se que o excesso de mortalidade seja de 120 mortes por 100 mil habitantes no mundo e que 21 países tenham taxas de mais de 300 mortes em excesso por 100 mil habitantes", adianta o estudo.
Em nível nacional, “os números mais altos de excesso de mortes cumulativas devido à Covid-19 foram estimados na Índia, nos Estados Unidos, na Rússia, no México, Brasil, na Indonésia e no Paquistão. Só esses sete países podem ter sido responsáveis por mais de metade das mortes em nível mundial durante esse período de 24 meses”.
As maiores taxas estimadas de mortes foram registradas na América Latina (512 por 100 mil habitantes), Europa Oriental (345), Europa Central (316), África Subsaariana do Sul (309) e América Latina Central (274). Por outro lado, os dados publicados indicam que alguns países tiveram menos mortes do que o esperado, com base nas tendências em anos anteriores. São os casos da Islândia (48 mortes a menos por 100 mil), Austrália (38 mortes) e Singapura (16).
A análise foi feita com base em dados de 191 países sobre "óbitos excedentes", ou seja, a quantidade de mortes que teriam ocorrido entre 2020 e 2021, comparada com o número previsto.