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Editorial

Julho Amarelo

13 julho 2022 - 05h00 Por Gabriely Machado
Julho Amarelo

O mês de julho é destinado ao alerta à população sobre as hepatites virais, doenças associadas à cirrose hepática e ao câncer no fígado. O “Julho Amarelo”, como nacionalmente é conhecida, é a campanha para conscientizar sobre a necessidade de cuidados da população. 
O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais é lembrado dia 28 de julho.
As mais comuns no Brasil são as do tipo A, B e C. O diagnóstico precoce favorece o início do tratamento, acessível a todos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme explicam especialistas.
Houve redução do número de casos de hepatites notificados no Espírito Santo e no Brasil nos últimos dois anos. 
Essa diminuição é relacionada à diminuição na testagem da população pelas medidas de distanciamento social. Mas, nos últimos meses, com o retorno progressivo de ações de testagem e a flexibilização das medidas sanitárias adotadas durante a pandemia da Covid-19 percebemos um aumento no número de diagnósticos.
Nesta semana, Suzano divulgou que as Unidades de Saúde da Família (USF) de Suzano vão intensificar os trabalhos de diagnóstico, vacinação e prevenção contra as hepatites B e C em alusão ao “Julho Amarelo”. 
As ações começaram a partir desta segunda-feira (11/07) na USF Jardim Ikeda e finalizam na sexta-feira da outra semana (22/07) na USF Jardim do Lago. 
Para o público em geral serão ofertadas a vacinação contra a hepatite B e conscientização para a prevenção contra a variante C, para a qual não existe imunizante. Já para a população prioritária, que são as gestantes com rotina do pré-natal, comunicantes de pacientes com hepatites B e C e pessoas trans serão ofertados os testes para a detecção da doença. 
De acordo com o Ministério da Saúde, as hepatites virais são doenças infecciosas que agridem o fígado, que pode ser localizado no sangue e nas secreções e também acaba sendo uma enfermidade sexualmente transmissível. Há alguns casos em que a doença pode evoluir para a variante crônica, dependendo da idade do paciente, e isso pode acarretar na evolução de outras doenças, como câncer do fígado ou cirrose. 
A melhor prevenção contra a doença, segundo a Secretaria Municipal da Saúde, é a vacina, a camisinha e evitar o compartilhamento de objetos pessoais de higiene, como escova de dentes e lâminas de barbear.
Em 2022, o Programa Nacional para Prevenção e o Controle das Hepatites Virais (PNHV), do Ministério da Saúde completa 20 anos. Para este ano, seguindo a campanha da Organização Pan-Americana da Saúde, existe um plano de ações com o propósito de eliminar as hepatites virais do mundo até 2030.