Uma grande mobilização se viu nesta sexta-feira (18) na sede do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), em São Paulo. Foi lá que aconteceu a audiência pública do Governo do Estado para detalhar da instalação de pedágios no Alto Tietê: Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga.
Os planos do governo são bem diretos e fazem parte de um programa de “melhorias”, conforme defende o Estado, nas rodovias.
Mas, com a instalação dos equipamentos de cobrança aos motoristas que passarem pelas vias.
A mobilização de prefeitos, entidades civis, associações, entre outras instituições é grande.
A expectativa é de que a “teimosia” do Estado em querer instalar os pedágios possa ir parar na Justiça.
Senão vejamos: a Mogi-Dutra, por exemplo, lá atrás foi aberta com trabalho direto da Prefeitura na época.
A Mogi-Dutra foi construída durante o primeiro mandato do ex-prefeito Waldemar Costa Filho, iniciado em 1969. Já a duplicação de seu primeiro trecho, até o trevo da Ayrton Senna, foi entregue pelo então governador Geraldo Alckmin, em 15 de janeiro de 2005, e melhorou muito as condições de estrada. Agora, a possibilidade da instalação de pedágios na estrada pode trazer um grande problema para os moradores da região.
O movimento em torno do assunto é grande e nunca se viu uma união tão grande de entidades e poder pública em busca de tentar barrar a proposta.
Ontem, os prefeitos Caio Cunha (Podemos), de Mogi das Cruzes; Luis Camargo (PL), de Arujá, e Eduardo Boigues (PL), de Itaquaquecetuba, estiveram no auditório do DER.
Já o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PL) participou através de chamada de vídeo.
O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, também discursou na audiência.
Todos se mostraram contra a instalação do equipamento. Agora é aguardar para ver se toda a mobilização vai realmente “demover” o Estado da instalação dos pedágios. “Pra quê isso?” governador?