O DS trouxe, nesta semana, reportagem mostrando que o Conselho Municipal de Patrimônio Cultural (Compac) definiu, em reunião deliberativa realizada no último dia 17 de agosto (quinta-feira), data alusiva ao segmento, que o conjunto histórico da Fazenda Sertão, localizada no distrito de Palmeiras, região sul da cidade, passa a ser o segundo bem tombado de Suzano, assim como ocorreu com a Academia de Judô Terazaki no ano passado.
Uma informação importante que vai garantir a preservação.
O patrimônio histórico-cultural significa tudo aquilo que é produzido pela cultura de uma sociedade, tanto material quanto imaterialmente. Ele precisa ser preservado devido à sua grande importância científica e cultural, pois representa a riqueza cultural de um povo tanto para a comunidade quanto para a humanidade.
Com a decisão do conselho em Suzano, ficam tombados os conjuntos arquitetônicos formados pela Capela de Santa Helena e a Escola Estadual Helena Zerrener.
Na mesma reunião, ocorrida na sede da Secretaria Municipal de Cultura, os conselheiros também decidiram que serão incluídas na lista de bens de interesse cultural, dentro da Zona Especial de Preservação Cultural (Zepec), a Fazenda Santa Helena, o chaminé do antigo alambique onde se produzia a Água Ardente Sertão e o Loteamento Clube dos Oficiais, além do próprio Clube dos Oficiais. Todos esses espaços pertencem à área que constitui a antiga Fazenda Sertão. Essa propriedade ocupava um terço do território atual de Suzano e estendia-se para um trecho significativo de Ribeirão Pires.
A decisão foi tomada após aprovação unânime das representações que integram o Compac. O tombamento representa o reconhecimento por parte do município da importância histórica, cultural e arquitetônica do conjunto da Fazenda Sertão para a identidade local, que passa a receber ações voltadas à sua preservação, impedindo que esses bens venham a ser destruídos ou descaracterizados. Assim, os espaços elencados são oficializados como referências para a preservação da memória coletiva de Suzano.