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Editorial

IBGE: pobreza e desigualdades

27 agosto 2023 - 05h00 Por editoracao
IBGE: pobreza e desigualdades

O combate à pobreza e à desigualdade é um grande desafio dos governos. 
Nesta semana, novo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela significativa queda da pobreza considerando dados dos biênios 2008-2009 e 2017-2018.
Mas ainda não é o ideal. No entanto, os resultados também apontam para uma manutenção das desigualdades estruturais. Nas comparações entre a população urbana e rural e mesmo no recorte racial, verifica-se que as diferenças entre os grupos pouco se alteraram.
De acordo com reportagem da Agência Brasil, o IBGE avaliou indicadores não monetários de pobreza e qualidade de vida, tendo como base os dados de duas diferentes edições da Pesquisa de Orçamentos Familiares: a de 2008-2009 e a de 2017-2018. Uma vez que utiliza três índices estatísticos novos, o estudo está em fase de teste e sob avaliação. Ele foi classificado como investigação experimental.
O estudo está focado nos grupos populacionais que registram privações de qualidade de vida. Para tanto, foram avaliadas seis dimensões: moradia, acesso aos serviços de utilidade pública, saúde e alimentação, educação, acesso aos serviços financeiros e padrão de vida, e transporte e lazer. Em cada uma delas, diversos itens são levantados. Dessa forma, a pobreza e a vulnerabilidade foram investigadas considerando a estrutura do domicílio, as condições ambientais do entorno, o acesso à eletricidade e ao esgotamento sanitário, a frequência escolar, a posse de bens duráveis, o uso de serviços financeiros, o tempo gasto no transporte para o trabalho, entre outros itens.
Os dados de desigualdade e pobreza também são levantados nas cidades do Alto Tietê, que buscam, por meio de ações e projetos, reduzir significativamente os números.
Na primeira etapa do estudo, conforme reportagem da Agência Brasil, foi realizado levantamento das pessoas com algum grau de pobreza no Brasil levando em conta as seis dimensões avaliadas. Essa população se reduziu significativamente no período investigado. Em 2008-2009, 44,2% das pessoas que viviam no País tinham algum grau de pobreza. Em 2017-2018, esse percentual caiu para 22,3%.