O incentivo ao turismo tem sido uma dos desafios do Governo do Estado. As cidades tentam fazer sua parte, mas dependem de investimentos estaduais.
Nesta semana, conforme dados do portal do Governo do Estado, o turismo de São Paulo representa quase 10% do PIB paulista, ativando 52 setores econômicos e gerando 2,3 milhões de empregos, segundo levantamento do Governo do Estado por intermédio da Secretaria de Turismo e Viagens. Os dados do balanço de oito meses da atual gestão foram para o setor foram apresentados à Comissão Permanente de Turismo da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) no último dia 12.
Ou seja, o turismo é um ambiente virtuoso de desenvolvimento. As cidades buscam melhorar suas infraestruturas. São Paulo já tem, por exemplo, boas estradas, o maior porto e hub aeroportuário da América Latina e os três maiores aeroportos do Brasil, além de mais de 30 regionais.
O turismo está ligado diretamente aos negócios, à economia, ao emprego, à renda e ao empreendedorismo. Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), o setor é uma indústria que representa 10% do PIB mundial e gera cerca de 13% dos empregos no planeta. Um em cada três novos empregos no mundo serão do turismo até 2032.
A expansão do turismo em São Paulo também é expressiva no setor hoteleiro com um aumento de 4,2% na ocupação média em todo o estado no primeiro semestre em relação a 2022. Os destaques ficam para a região da serra da Mantiqueira, com média de 53,8% de ocupação no semestre, e o interior paulista, com 54,6%.
No feriado prolongado de Sete de Setembro, por exemplo, o Centro de Inteligência da Economia do Turismo – vinculado ao Governo do Estado – estimou que 2,3 milhões de turistas circularam pelo território paulista e movimentaram R$ 3,6 milhões. A ocupação hoteleira atingiu uma média de 80,8%, ante os 69% esperados, puxados especialmente pelas cidades do Litoral Norte, que bateram 92% de ocupação.
O Governo do Estado afirma que já tem compromissos para o turismo, como o decreto que manteve a redução do ICMS sobre o combustível de aviação, viabilizando aumento no número de voos e na operação de aeroportos regionais, entre eles os de São José dos Campos, Franca e Araraquara. As cidades do Alto Tietê buscam seguir caminhos para tentar, cada vez mais, fortalecer o setor.