Municípios e Estado reforçam a luta contra a febre amarela. Há uma preocupação.
Na semana passada, o Governo de São Paulo convocou toda a população do Estado para a imunização contra febre amarela após confirmar doze casos, tendo oito evoluído para óbito, todos com histórico de não vacinação. A imunização é a medida mais eficaz de proteção contra a doença.
De acordo com o portal do governo, desde o ano passado, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) registrou 30 casos em primatas nas regiões de Ribeirão Preto, Campinas, Barretos e Osasco.
É importante que toda a população que nunca se vacinou contra a febre amarela o faça neste momento.
A vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde nos 645 municípios do Estado, incluindo os do Alto Tietê.
A febre amarela é uma doença imunoprevenível, ou seja, há vacina para nos proteger”, afirma Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde.
Aqueles que ainda não fizeram a imunização contra febre amarela, que não possuem a carteira de vacinação ou têm dúvidas se foram vacinados, devem buscar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A pessoa apresenta os sintomas iniciais da febre amarela de 3 a 6 dias após ter sido infectada.
O vírus da febre amarela apresenta um ciclo silvestre no qual os principais vetores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes.
Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar áreas de mata quando não vacinado. Os primatas também atuam como hospedeiros amplificadores do vírus que, nesse ciclo, são considerados hospedeiros acidentais.
O Ministério da Saúde (MS) atualizou em 2020 a recomendação de imunização contra febre amarela da seguinte forma:
Para crianças menores de 5 anos de idade são duas doses, a primeira aos 9 meses e a segunda aos 4 anos.
Para crianças a partir dos 5 anos, a vacina é dose única.