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Jornal Diário de Suzano - 14/04/2024
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Editorial

Morte na infância

22 outubro 2017 - 05h00
Um dado muito preocupante foi divulgado nesta semana e chamou atenção das autoridades.
Todos os dias, 15 mil crianças de até cinco anos morreram no mundo em 2016, sendo que 46% - ou 7 mil delas - não resistiram aos primeiros 28 dias de vida, segundo um novo relatório divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
No ano passado, um dado já mostrava a trágica realidade da infância. Cerca de 6 milhões de crianças morrem a cada ano pela fraqueza de seu sistema imunológico causada por fome e desnutrição, o que as torna incapazes de superar doenças infecciosas curáveis, como diarreia, sarampo e malária.
63% das crianças dos meios rurais em Moçambique vivem em pobreza extrema; e 34% das famílias não conseguem garantir uma alimentação estável e enfrentam fome permanente.
Todos os dias, mais de 850 milhões de pessoas vão se deitar com fome; dentre elas, 300 milhões são crianças. A cada cinco segundos, uma delas morre de fome.
Apesar de uma queda na mortalidade nos primeiros cinco anos de vida, de 9,9 milhões de mortes em 2000 para 5,6 milhões em 2016, a proporção de recém-nascidos entre as vítimas subiu de 41% para 46% no período, indicou o órgão, que é ligado à Organização das Nações Unidas - ONU.
Localmente, as cidades, inclusive do Alto Tietê, vêm se esforçando para tentar reduzir os dados de mortalidade infantil.
O desafio é grande porque passa, sobretudo também, pelo investimento em saneamento básico, melhores condições de vida.
Desde o ano de 2000 as vidas de 50 milhões de crianças menores de cinco anos foram salvas, um testemunho do sério compromisso para enfrentar as mortes infantis que podem ser prevenidas, disse em comunicado o chefe de Saúde do Unicef, Stefan Peterson.
O relatório diz que, caso a tendência se mantenha, 60 milhões de crianças menores de cinco anos morrerão entre 2017 e 2030.
É preciso lembrar também que a prematuridade não é apenas causa de morte, também é a principal causadora de sequelas nos bebês, como a paralisia cerebral, segundo especialistas. Por volta do sexto mês, o bebê já está praticamente formado. No entanto, o pulmão é o último órgão que amadurece, por isso, o maior risco da prematuridade é que o bebê nasça com problemas respiratórios.
Pelo que se vê os desafios são imensos porque tratam em tentar garantir a vida de milhares de crianças.