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Jornal Diário de Suzano - 24/11/2017
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Cardozo diz na CPI que não vai atuar para controlar investigações

16 JUL 2015 - 08h00

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, criticou ontem as alegações de que ele estaria interferindo nas investigações da Operação Lava Jato. Cardozo foi convocado para depor na comissão sobre a escuta clandestina encontrada na cela do doleiro Alberto Youssef, na Polícia Federal (PF), em Curitiba.

"O ministro da Justiça não tem esse poder. É crime". Cardozo explicou que as investigações são independentes e que é sua competência analisar e coibir quando há abuso de poder por parte da PF. O ministro da Justiça não controla as investigações. Ele é fiscal do abuso de poder", esclareceu Cardozo, afirmando não haver constrangimento em ter sido convocado pela CPI.

Ao ser questionado pelo relator da comissão, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), se tinha conhecimento dos grampos, o ministro informou que tomou ciência do fato, mas que não conhece o teor das investigações que apuram responsabilidades.

Cardozo afirmou que a escuta na cela de Youssef foi encontrada no dia 10 de abril do ano passado. Acrescentou que um inquérito foi aberto no dia seguinte. Em segredo de justiça, a investigação foi encerrada no dia 18 de agosto do mesmo ano. "O que me repassaram é que não houve depoimento do agente, mas que houve um parecer, uma das razoes invocadas para o arquivamento da sindicância".

Caso seja comprovada a existência de escuta ilegal, Cardozo defendeu a punição dos envolvidos. "Escutas ilegais jamais podem ser feitas", declarou. Sobre a escuta encontrada no fumódromo da sede da PF em Curitiba, o ministro disse que a investigação também está sob sigilo, mas mais próxima do encerramento.

Cardozo contou que já demitiu 65 servidores e que, por isso, é chamado de "ministro mão pesada". Afirmou, também, que não permite acobertamento. "Polícia que não corta na própria carne não se faz respeitar", defendeu.

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