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Jornal Diário de Suzano - 21/11/2017
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"Erramos ao defender o fora FHC", diz Aldo Rebelo

17 MAI 2015 - 08h00

 Ministro da Ciência e Tecnologia, o ex-deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) integra o seleto conselho político criado pela presidente Dilma Rousseff (PT) para melhorar o diálogo com a base no Congresso e a sociedade. Ex-presidente da UNE, na década de 1980, e da Câmara entre 2005 e 2007, além de ex-ministro das Relações Institucionais no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Rebelo minimiza o movimento pelo impeachment e reconhece que errou ao defender o "Fora FHC".

Avalia que há risco de avançar na Câmara o impeachment ou existe margem de segurança?

Não creio que esse tipo de tese vai avançar na Câmara. Nem os dirigentes mais lúcidos do PSDB trabalham com essa hipótese.

Em 1999, o PC do B foi às ruas pedir o impeachment de Fernando Henrique. Por quê valia naquela época e hoje não vale mais?

Por uma simples razão: o pedido de impeachment de Fernando Henrique Cardoso estava errado. Ponto.Então o PC do B estava errado?

Claro. E não só ele. Todos pedidos contra o presidente estavam errados.Na época o sr. foi voto vencido no partido?

A posição do partido é sempre a posição de todos os seus integrantes. Não cultivamos essa tese de um ficar para um lado e outro para outro.

Os panelaços preocupam o governo ou o sr avalia que é um evento isolado?

Não é isolado porque acontece nas grandes cidades. É um movimento de setores da classe média que não atraiu a presença do povo. Mas no Brasil essas manifestações sempre foram de setores médios.Partidos de oposição queriam ensaiar um pedido de impeachment e recuaram.



O movimento perdeu força?

Nos momentos tumultuados da vida nacional, as teses não precisam de muita sustentação para circular. Não há sustentação jurídica nem política para a oposição cogitar o impedimento. Faz isso porque é jogo de cena. O País vive um momento estranho.



Estranho como?

Vivemos um momento em que empresas brasileiras que foram responsáveis pela construção da infraestrutura do País recebem um tratamento que nem as empresas que sustentaram o esforço de guerra do nazismo receberam. Nem elas foram tratadas como a Petrobrás e as empresas de construção civil estão sendo.



Que tratamento é esse?

Existem dois movimentos em curso no Brasil. Um é legítimo e necessário: a investigação e o combate sem tréguas à corrupção. O outro movimento é aproveitar o pretexto do combate à corrupção para destruir, desacreditar e desmoralizar empresas como a Petrobrás e as que construíram nossa infraestrutura perante o mundo.

Quem está querendo destruir as empresas?

Os agentes estão nos jornais. Basta procurar.

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