Envie seu vídeo(11) 97569-1373
sábado 24 de outubro de 2020

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 24/10/2020
PMMC COVID VERDE
ÚNICCO POÁ
CENTRO MÉDICO CLUBE DS - TOPO
PMMC OUT ROSA
SOUZA ARAUJO

FHC sugere renúncia como 'gesto de grandeza' para Dilma Rousseff

18 AGO 2015 - 08h00

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comentou, através das redes sociais, as manifestações do último domingo. Para o tucano, o mais "significativo" dos protestos pedindo o impeachment de Dilma Rousseff (PT) foi a "persistência do sentimento popular de que o governo, embora legal, é ilegítimo".

Em tom incisivo, na postagem publicada no Facebook, FHC diz que "conchavos de cúpula" não devolvem legitimidade ao governo que, por isso, não consegue conduzir o País. Fernando Henrique não defende abertamente que Dilma renuncie, mas diz que ela precisa de um "gesto de grandeza", como a renúncia ou assumir seus erros, para recuperar sua capacidade de governar.

"Se a própria Presidente não for capaz do gesto de grandeza - renúncia ou a voz franca de que errou, e sabe apontar os caminhos da recuperação nacional -, assistiremos à desarticulação crescente do governo e do Congresso, a golpes de Lava Jato. Até que algum líder com força moral diga, como o fez Ulysses Guimarães, com a Constituição na mão, ao Collor: você pensa que é presidente, mas já não é mais", diz o post.

O ex-presidente tucano também fala de Lula. Para FHC, o petista "contamina" as condições de governabilidade de Dilma e cita o balão de Lula vestido de presidiário usado por manifestantes no domingo. "Com a metáfora do boneco vestido de presidiário, a presidente, mesmo que pessoalmente possa se salvaguardar, sofre contaminação dos malfeitos de seu patrono e vai perdendo condições de governar." FHC completa dizendo que falta "base moral" ao governo, base que foi "corroída pelas falcatruas do lulopetismo".

cunha

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que está preparado para enfrentar a pressão de partidos de oposição para que ele dê início ao processo de impeachment da petista. O deputado disse que análise dos pedidos de afastamento continuarão sendo apreciados com cautela e com base em fundamentos técnicos.

"Toda pressão é válida e justa, mas nós vamos continuar da mesma forma que fizemos até agora", declarou. O presidente da Câmara já indeferiu cinco pedidos por falta de cumprimento dos requisitos formais.

Ontem, Cunha evitou se aprofundar na análise dos protestos deste domingo. Apenas definiu as manifestações como "ordeiras e pacíficas". Ele disse ver os movimentos contra Dilma com "tranquilidade" e ressaltou que os manifestantes "exerceram com ênfase sua opinião".

Questionado sobre a "Agenda Brasil", com medidas de reação à atual crise, Cunha disse que não foi procurado pelo vice-presidente da República, Michel Temer, ou pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre o conjunto de propostas. Cunha afirmou que desconhece os projetos, que o pacote ainda não está definido e que o governo ainda não assumiu a agenda. "Ali é muita espuma. Quando baixar a espuma, vamos ver o que tem".

Leia Também

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias