quinta-feira 01 de outubro de 2026 Logo Rede DS Comunicação

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 34,90 por mês, no plano anual.

Ler Jornal Assine
Jornal Diário de Suzano
Envie seu vídeo (11) 4745-6900
Condenada!

Justiça condena policial a 21 anos de prisão por matar irmão de vereadora de Suzano

Crime aconteceu em janeiro de 2020; julgamento foi concluído na noite desta quinta-feira (27), após mais de 12 horas

28 julho 2023 - 15h57 Por Daniel Marques - de São Paulo

Após mais de 12 horas de julgamento, a Justiça condenou Nagmar Pinheiro Pereira, cabo da Polícia Militar, a 21 anos de cadeia por ter matado o cabo da Polícia Militar, Neilo Rego Lione, irmão da vereadora de Suzano Gerice Lione (PL), no início de 2020. A vítima foi encontrada na manhã de 18 de janeiro daquele ano em Guarulhos, na Grande São Paulo, com perfurações de bala e o corpo carbonizado.

O júri popular que condenou Nagmar ocorreu nesta quinta-feira (27), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, e terminou às 22h41. A cabo da Polícia Militar foi condenada pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. Ela pode recorrer da sentença.

“Julgo procedente a presente ação penal a fim de condenar Nagmar Pinheiro Pereira, já qualificada nos autos, a pena de 21 (vinte e um) anos de reclusão, além do pagamento de 10 (dez) dias-multa, em seu patamar mínimo legal, à míngua de maiores elementos quanto a sua capacidade econômica, pela prática dos delitos descritos nos artigos 121, § 2º, I e IV e 211, na forma do artigo 69, todos do Código Penal”, diz a decisão, proferida pelo juiz Luis Fernando Decoussau Machado, do 2° Tribunal do Júri de São Paulo.

Nagmar não poderá recorrer em liberdade e terá que cumprir a sentença, inicialmente, em regime fechado. Diante da pena imposta, também ficou determinada pelo juiz a perda do cargo, emprego ou função da ré.

Na sentença, o juiz também salientou que, além de assassinar o cabo Lione com quatro tiros e ocultar o cadáver, Nagmar também “intimidou a própria filha para que ela acobertasse os fatos”.

O júri ocorrido nesta quinta apenas adiou uma sentença que deveria ter saído no dia 27 de abril deste ano. Na época, o julgamento chegou a ser iniciado, mas precisou ser interrompido quando um dos jurados teve um problema de saúde. Por conta disso, o júri foi dissolvido e reagendado.

O DS tentou contato com a defesa de Nagmar Pinheiro Pereira, mas ainda não conseguiu. A reportagem será atualizada caso haja um posicionamento da mesma.

O DS também tentou contato com a irmã do cabo Lione, a vereadora Gerice Lione, mas a mesma não atendeu às ligações feitas pela reportagem.

Leia Também