Um homem de 57 anos foi preso em flagrante, na manhã deste domingo (15), suspeito de agredir fisicamente e matar a companheira de 59 anos, no Jardim Suzanópolis, em Suzano.
Segundo o Boletim de Ocorrência, foi apurado que na madrugada deste domingo o suspeito matou a vítima com múltiplas agressões físicas na cabeça e no rosto, possivelmente com uma bengala que a vítima usava. Também havia sinais de asfixia por esganadura.
A ocorrência foi atendida inicialmente pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou a morte da vítima. Diante dos sinais de violência, a Polícia Militar foi acionada.
No local, o médico do Samu mostrou aos policiais as lesões da vítima, que estava despida e deitada na cama do casal. O médico ainda relatou a suspeita de que ela tenha sido esganada.
No local foi localizada uma bengala suja de sangue, objeto que a vítima usava em decorrência a um acidente de trânsito que havia sofrido.
Ainda segundo o BO, o suspeito estava sentado em uma cadeira na calçada em frente à residência. Ele relatou que havia ingerido bebidas alcoólicas junto com a vítima durante o sábado (14), e que acabaram brigando. Afirmou ainda que após a briga adormeceu e só notou que ela estava morta na manhã do domingo.
Não foram constatados vestígios de arrombamento de portas ou janelas no imóvel. A bengala com vestígios de sangue foi encaminhada para exames complementares.
Em depoimento, um vizinho do casal relatou que o suspeito já havia agredido a vítima outras vezes e que, na manhã deste domingo, o suspeito informou que após beber com a companheira e brigarem, ele adormeceu e não sabe como os fatos aconteceram.
Já a filha da vítima, também em depoimento, relatou que o casal estava junto há 10 anos e que sabia de agressões anteriores do suspeito contra a sua mãe. Ela explicou que os dois costumavam brigar por dinheiro e consumo exagerado de bebidas alcoólicas.
O suspeito foi levado para Santa Casa de Suzano para atendimento médico das lesões que apresentava. Em seguida foi conduzido ao Distrito Policial de Suzano. No interrogatório ele preferiu ficar em silêncio.
O caso foi registrado como feminicídio na Delegacia de Polícia de Suzano.