As cidades do Alto Tietê descartam o rodízio de veículos como forma de reduzir o trânsito de carros e pessoas na cidade para combater a disseminação do novo coronavírus. No entanto defendem a realização de bloqueios sanitários nas entradas das cidades.
Das 5 prefeituras procuradas pela reportagem, apenas Ferraz de Vasconcelos informou que a possibilidade não é descartada pela administração municipal. Em Poá, não há nenhuma ação neste sentido sendo estudada pela administração.
O mesmo ocorre em Mogi das Cruzes, que informou que não há nenhuma previsão para a medida. Em Suzano, a Secretaria Municipal de Transportes não pretende realizar o rodízio de veículos no momento, mesmo posicionamento da cidade de Itaquaquecetuba.
De acordo com o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), a possível implantação de um rodízio nas cidades abrangidas pelo consórcio ainda não foi alvo de discussões dos prefeitos. Segundo a entidade, até o momento nada é cogitado sobre assunto pois "a região é cortada por muitas rodovias federais e estaduais, além de inúmeras ligações intermunicipais".
Outra justificativa que descarta a implantação de rodízio de veículos na região é a taxa de isolamento das cidades do Alto Tietê que, de acordo com o Condemat, tem registrado índices acima da média estadual.
Além disso, o Condemat informou que algumas cidades da região, como Guararema e Santa Isabel já realizam bloqueios sanitários nas principais entradas da cidade, como forma de ajudar a combater a disseminação e contaminação pelo novo coronavírus. Essa ação deve ser reforçada nas próximas semanas.
Entretanto, a entidade reforça que ações como bloqueio de vias ou rodízio de veículos são ações que os prefeitos de cada cidade têm total autonomia para realizar, levando em consideração a realidade de seu município e território.
O rodízio de veículos foi a última medida implantada na Capital, pelo prefeito Bruno Covas. A intenção é diminuir o fluxo de carros e, consequentemente, o número de pessoas nas ruas da cidade de São Paulo. A ação é uma resposta as baixas taxas de isolamento social registradas nos últimos dias, onde o índice chegou 46%, ainda distante dos 55%, a nova taxa mínima estipulada pelo governo estadual.