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Região

Associação aponta de 6 a 7 agressões por mês a guardas municipais de Mogi

Levantamento exclui agressões verbais, de acordo com entidade

20 julho 2020 - 16h11 Por Marcus Pontes - de Mogi

O episódio ocorrido no Parque Botyra Camorim Gatti, em Mogi das Cruzes, na madrugada do último sábado, 17, em que, ao menos, 16 pessoas espancaram um guarda municipal, de 56 anos, resume bem ao que agentes mogianos acabam sujeitos diariamente. Levantamento da Associação dos Guardas Municipais de Mogi das Cruzes e Região apontou que de 6 a 7 agressões são registradas por mês contra servidores desta área. A informação é do advogado Carlos Alberto Zambotto, representante da entidade. 

“A (violência) verbal, infelizmente, são todos os dias. Temos uma média de seis a sete registros de agressão contra agentes em serviço”, lamentou ele.

Segundo Zambotto, o linchamento ocorrido contra um guarda municipal poderia ter sido evitado. Para ele, se a Prefeitura houvesse atendido a um pedido feito há um ano, o desfecho poderia ter sido diferente.

“No ano passado, a gente (associação) enviou ofício solicitando a instalação de rádios digitais nas viaturas, além de novos walk talks, mas não fomos atendidos. A GCM agredida tentou pedir apoio por diversas vezes”, lamentou o advogado, que pontuou que os novos equipamentos permitiriam uma melhora no atendimento de ocorrências, especialmente em áreas mais longínquas: “territorialmente, a cidade é muito grande. Há lugares em que existem zonas nas quais não funcionam os comunicadores”. 

Ao DS, Zambotto comentou sobre a reunião com o prefeito Marcus Melo (PSDB), para debater as melhorias na corporação. E pontuou que foram apresentados pedidos emergenciais, como a aquisição dos rádios comunicadores, a manutenção das viaturas e sistemática de promoções. 

“Pedimos que fosse aberta comissão igualitária, com membros da municipalidade e da associação, para acompanhar essas reivindicações. E também fosse revisto a questão de punições aos agentes municipais. O estatuto deles é muito militarizado, e é muito rígido”, disse. 

Detidos 

Segundo Zambotto, três pessoas foram identificadas e conduzidas à Delegacia para prestar depoimento. O advogado da entidade, porém, pontua que a buscará reforçar a necessidade de a Polícia Civil e o Ministério Público, em solicitar a prisão preventiva destes indivíduos sob a acusação de tentativa de homicídio. “Existe risco de fuga. Há alguns que estão escondidos. Pode dificultar andamento do processo. Isso (crime de tentativa de homicídio) é o suficiente para que o delegado e o MP peçam a prisão deles”. 

 

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