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Região

Pedido de criação de comissão para apurar excesso de multas na Mogi-Bertioga tramita na Câmara

Proposta é do vereador Clodoaldo de Moraes (PL)

26 agosto 2020 - 14h28 Por de Mogi

Tramita na Câmara de Mogi das Cruzes o pedido de criação de uma Comissão Especial de Vereadores (CEV), proposta pelo vereador Clodoaldo de Moraes (PL), para apurar o grande volume de infrações registradas após a instalação de radar na altura do quilômetro 58,5 da Rodovia Mogi-Bertioga (SP-98), no trecho da Vila Moraes. A CEV será presidida por Moraes e no momento está sob apreciação das comissões internas.

O pedido foi motivado pelos indícios de irregularidades nas inúmeras notificações de excesso de velocidade emitidas sem qualquer aviso prévio aos munícipes que buscaram ajuda do vereador.  “A Comissão irá avaliar, junto com técnicos, as prováveis ilegalidades do radar que já aplicou mais de 20 multas a agentes da própria Polícia Rodoviária”, destacou o vereador.

De acordo com o parlamentar, informações do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da Polícia Rodoviária atestam que o equipamento foi instalado com a finalidade de identificar veículos com documentação irregular e para coibir furtos. Mesmo sem qualquer sinalização indicando o limite de velocidade, o equipamento passou a notificar e emitir multas indiscriminadamente.

Moraes destacou que a história se assemelha ao episódio envolvendo o radar Dedo-Duro, luta que travou há cerca de dez anos e que provou a existência de uma indústria da multa. Por meio de uma ação civil pública e de denúncias levadas ao Ministério Público, Moraes conseguiu o cancelamento de mais de 42 mil multas emitidas irregularmente aos milhares de motoristas lesados pelo equipamento de fiscalização eletrônica.

“Existem fortes indícios de irregularidades nessas autuações feitas a motoristas e condutores que trafegam diariamente pela rodovia, a exemplo do que ocorreu no passado com o radar Dedo-Duro. Com a CEV teremos a oportunidade de acompanhar melhor essa situação junto aos órgãos competentes e investigar se há realmente uma nova indústria da multa, como provamos cerca de dez anos atrás”, destacou.

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