Desde terça-feira (1º), a CPTM passa a contar com cinco novos Espaços Acolher em suas estações. Os locais têm como objetivo dar atendimento humanizado e com privacidade a mulheres vítimas de violência ou importunação sexual nos trens e estações da companhia.
“Se uma mulher quiser a nossa ajuda ela poderá recebê-la em qualquer estação, mas se ela quiser um Espaço Acolher o objetivo é que ela tenha que se movimentar por apenas mais uma estação para ter um atendimento mais reservado”, explica Pedro Moro, presidente da CPTM.
As cinco novas salas estão localizadas nas seguintes estações: Francisco Morato – Linha 7-Rubi; Osasco – Linha 8- Diamante e 9-Esmeralda; Villa-Lobos-Jaguaré – Linha 9-Esmeralda; Santo André – Linha 10-Turquesa, e Brás – Linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira.
Em outubro, a Estação de Suzano também deve ganhar uma unidade.
A Estação Brás, localizada na região central da capital paulista, é a mais movimentada de toda a CPTM, recebendo passageiras de quatro das sete linhas da companhia, o que amplia ainda mais a capacidade de atendimento às mulheres vítimas destes crimes que precisam ser eliminados não apenas da CPTM, mas de toda sociedade. Com a inauguração, a companhia passa a ter 23 dos 35 Espaços Acolher previstos para este ano.
O Espaço Acolher faz parte do programa 'Em Movimento Por Elas', lançado em março deste ano em parceria com o Instituto Avon. O programa consiste na formulação de políticas públicas no âmbito da companhia, criando uma rede de proteção às mulheres com base em implementação de projetos internos e externos que permitam o fortalecimento da autoestima, visibilidade para questões de gênero e combate à violência contra a mulher.
“Todas as grandes empresas têm importantes discursos pela valorização da mulher e combate ao machismo. A CPTM é uma grande empresa, transporta três milhões de pessoas sendo que a maior parte são mulheres. Queremos ir além do discurso, queremos que as nossas passageiras sejam respeitadas e as nossas colaboradoras vejam a companhia como um lugar seguro, acolhedor e, principalmente, justo para elas”, finaliza Pedro Moro.