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MEIs abertos na região

Alto Tietê ganha mais de 19 mil empreendedores individuais em meio à pandemia da Covid-19

Crescimento tem relação com o agravamento da pandemia e o aumento do desemprego, aponta especialista

14 março 2021 - 05h00 Por Matheus Cruz - de Suzano
O número de microempreendedores individuais (MEIs) abertos entre janeiro de 2020 e janeiro deste ano, no Alto Tietê, cresceu 23,4%, ou 19.034, mesmo em meio à pandemia do coronavírus. Em janeiro do ano passado eram 81.021 MEIs e atualmente são 100.055.
 
Os dados são do Ministério da Economia. Entre as dez cidades da região, Mogi das Cruzes lidera o ranking com 29.767 MEIs abertas até janeiro deste ano.
 
Entre os indicadores que podem explicar o crescimento das formalizações, está o agravamento da pandemia em todo o estado, que por sua vez, fechou comércios e o aumentou o desemprego. Como alternativa, muitas pessoas recorreram às vantagens que a formalização do MEI garante, como aposentadoria por tempo de contribuição.
 
Suzano
 
Em janeiro de 2020, Suzano tinha 16.487 microempreendedores individuais, já em janeiro deste ano, o número saltou para 20.242. O aumento representa 22,7%. A cidade é a segunda entre as dez da região no número de MEIs abertas. 
 
Demais cidades
 
Liderando, a cidade de Mogi das Cruzes – que tem o maior índice populacional do Alto Tietê – registrava 24.249 microempresas abertas em janeiro do ano passado, agora, a cidade possui 29.767. 
 
Além de ocupar a terceira colocação entre as cidades com mais MEIs, Itaquaquecetuba também está entre as que mais tiveram aumento no número de microempresas abertas em um ano. Eram 14.601 em 2020, passando para 18.526 em 2021. O crescimento representa 26.8 % no período. 
 
Seguindo a lista, Ferraz de Vasconcelos ocupa a quarta colocação. Em janeiro do último ano, o município tinha 8.336. Neste ano, são 10.530. Cidade localiza ao lado de Ferraz, Poá também apontou crescimento, apesar de mais tímido na comparação com outras cidades. Eram 6.536 microempreendedores individuais em janeiro passado, neste ano são 7.901.
 
Arujá tinha 4.021 no primeiro mês de 2020, passando para 5.128 neste ano. Seguido por Santa Isabel que registrava 2.742 microempresas formalizadas no ano passado, o número cresceu 17.8%, hoje são 3.231. 
 
Fechando a lista, Biritiba-Mirim terminou janeiro passado com 1.644 microempresas abertas, hoje 1.844. Guararema passou de 1.503 para 1.803 e, Salesópolis, de 902 foi para 1.083.
 
Pandemia
 
De acordo com o contador Matheus Harada, que atua em um escritório de contabilidade de Suzano, o aumento é impacto da pandemia, já que muitas pessoas ficaram desempregadas.
“As pessoas assalariadas entenderam que, mesmo perdendo o emprego, precisavam se formalizar para continuar atuando. Temos casos de profissionais que trabalhavam em academia, por exemplo, que hoje prestam serviços avulsos”, explica.

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