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Covid-19

'O Alto Tietê pede socorro. Se não mudar, teremos que decidir quem vive e quem morre', afirma enfermeiro da linha de frente

Flavio da Silva atua há 19 anos na profissão e disse que o governo precisa tomar novas ações para conter o contágio

16 março 2021 - 12h44 Por Lucas Lima - de Suzano

"O Alto Tietê pede socorro urgente. Se não tivermos novas ações, teremos que decidir quem vai viver e quem vai morrer". Essa foi a afirmação do enfermeiro, Flavio Silva, que atua na linha de frente com pacientes infectados pelo coronavírus (Covid-19), após um dia de trabalho. Segundo ele, aparelhos respiratórios estão quase totalmente ocupados e que também começou a falta de insumos. Ele ainda ressaltou que a nova variante do vírus mata com maior frequência jovens adultos entre 30 a 50 anos.

Nas redes sociais, o enfermeiro publicou um vídeo dizendo que a situação nas unidades de saúde da região piora a cada dia. De acordo com ele, ventiladores mecânicos estão quase totalmente ocupados. "Vamos pagar muito caro por estar subestimando à pandemia. Quase não há aparelhos respiratórios em qualquer canto de hospitais. Além disso, começou a falta de insumo, principalmente de luva. Se não mudar, daqui para frente vai começar a ser implantado um protocolo de quem deve viver e quem vai morrer por falta de aparelhos", lamenta.

Flavio afirma que a nova variante da Covid-19 tem matado com maior frequência jovens adultos entre 30 a 50 anos. "Não são só idosos. Já passou a hora de conscientizar", frisa.

Há 19 anos atuando como profissional da saúde, o enfermeiro reclama de falta de ações do governo para conscientizar e conter a população em casa. "Estou pedindo a Deus para não ter que decidir quem vai viver e quem vai morrer. Não foi para isso que estudei a vida inteira. Pelo amor de Deus, se conscientizem. Vamos perder muita gente ainda. Esse mês pode ser o mais terrível se as autoridades não tomarem uma providência. Isso é um apelo aos governantes. Estamos perdendo vidas".

 

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