A mogiana Camila Mendes, de 17 anos, ganhou medalha de prata na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC). A disputa, que alcançou os estudantes de todos os estados do Brasil, tem objetivo de popularizar e divulgar o conhecimento científico mesmo em tempos de escolas fechadas por conta da pandemia. Superando as dificuldades do ensino remoto, a moradora de César de Souza transformou a adaptação dos estudos em orgulho para seus familiares e professores.
Cursando o 3° ano do ensino médio integrado ao curso técnico de meio ambiente na Etec de Suzano, a estudante contou ao DS como foi participar da olimpíada com concorrentes de todo o país, ser premiada e ainda “driblar” o desafios do ensino à distância.
“Eu senti muita dificuldade de me concentrar pois realizei a prova em casa. Por conta da pandemia, desde maio do ano passado estamos no ensino remoto, o que atrapalhou o meu desenvolvimento. Foi a partir da divulgação da data da primeira fase que eu encontrei um motivo para me dedicar aos estudos”, explica.
A primeira fase da prova foi em agosto de 2020, quando o país ainda vivia as expectativas de uma diminuição do agravamento da pandemia. Já com as aulas presenciais suspensas, a prova foi realizada de forma online com questões de múltipla escolha.
Na segunda fase, em janeiro deste ano, as questões foram dissertativas. Segundo Camila, foi a etapa em que encontrou mais dificuldades. “Encontrei uma dificuldade maior até mesmo por apresentar informações que eu não havia estudado. Astronomia foi a área mais difícil”, destaca.
Passando o período de correção e anúncio, o resultado chegou no dia 26 de fevereiro através de uma amiga que também havia realizado a prova.
“É ótima a sensação de ser premiada e reconhecida pelo meu esforço, é uma forma de acreditar mais em mim e até mesmo como a ciência pode mudar minha vida. Sem o apoio dos meus professores e da minha mãe nada seria possível”, reitera.
Assim como os professores, a mãe de Camila teve um papel fundamental no incentivo aos estudos da filha. Auxiliar de Administração, Cristina Mendes, 47, não mediu esforços para apoiar.
“Ver ela receber esse prêmio me encheu de orgulho e alegria. Estamos vivendo um momento tão difícil, ver o esforço dela e dos professores que se empenham tanto a passar o conhecimento para seus alunos, me alegra em saber que ela esta se esforçando em aprender, que o esforço deles não está em vão”, comenta a mãe.
Segundo a mãe da estudante, lidar com o desânimo da filha foi um dos motivos para intensificar o acolhimento e manter o apoio incondicional para os estudos.
“Houve um momento que ela estava um pouco desanimada e insegura se valia a pena continuar a segunda fase. Então eu falei para ela claro que vale, continue, não desista agora, você chegou na segunda fase, isso é maravilhoso, continue”, relembra.
Futuro
Apesar de ter conquistado a importante premiação, Camila já projeta o futuro de mais estudos. Para isso, já tem uma área escolhida que deseja atuar.
“Pretendo estudar química e trabalhar na área de pesquisas”, completou a estudante.