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Covid-19

Região tem duas mortes de pessoas na fila por leito de UTI

Os óbitos ocorreram nas cidades de Poá e Guararema

25 março 2021 - 13h00 Por Daniel Marques - de Suzano
A coordenadora de Saúde do Consórcio de Municípios do Alto Tietê (Condemat), Adriana Martins, disse que ao menos duas pessoas já morreram na fila por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Alto Tietê. Os óbitos ocorreram nas cidades de Poá e Guararema.
As cidades da região têm lutado por mais leitos, mas a situação é considerada difícil pelo consórcio.
 
Ao DS Entrevista, a coordenadora reforçou que o Alto Tietê ganhará mais 60 leitos no hospital Dr. Arnaldo Pezutti, em Mogi, sendo 30 de UTI e 30 de enfermaria. 
 
As mortes ocorridas nas duas cidades retratam uma situação que está acontecendo em todo o Estado. “Hoje, para ter um leito disponível, um paciente tem que sair. É uma situação muito delicada”, disse Adriana.
 
Atualmente, a região possui quase 98% de ocupação de leitos de UTI, além de quase 95% dos de enfermaria com pacientes. A coordenadora fez um comparativo para ilustrar o tamanho do problema que o Alto Tietê e todo o Estado estão tendo que enfrentar neste momento devastador.
 
“Estamos no pior momento da pandemia. O número de casos é assustador. Há 40 dias, o Estado tinha três mil pacientes internados. Hoje, temos mais de 12 mil. Isso demonstra um retrato muito ruim do que estamos passando. Um comportamento diferente do vírus, e tudo em decorrência de muita movimentação. Se ele ficar quietinho, não tem tanta mudança de cepa. Hoje, ele tem uma transmissão maior”, avaliou Adriana.
 
A região do Condemat, como um todo, teve três mortes na fila. Além das duas já citadas, Guarulhos também registrou um óbito.
 
Desespero
 
Durante a entrevista ao vivo, diversos internautas se manifestaram na caixa de comentários da live, pedindo por um leito para familiares e amigos. Alguns também relataram mortes de pessoas conhecidas.
 
Sobre alguns questionamentos referentes à reabertura de novos leitos, a coordenadora disse que a situação não é tão simples, e isso passa pela necessidade de material humano para mantê-los funcionando.
 
“(O problema) É uma condição geral. A insuficiência de leitos é algo que não passamos da outra vez. Temos mais oferta de leitos hoje, mais taxa de ocupação e pacientes aguardando leitos”, destacou. “Quando você começa a ampliar leitos, passa a ter necessidade de mais trabalhadores da saúde. Todos os municípios estão com déficit”, disse.
 
Ela também explicou qual é o procedimento quando um hospital excede o limite de ocupação de leitos. “São colocados leitos naquele espaço que não era de UTI ou, ainda, transforma-se
um leito de enfermaria em UTI. O paciente não pode ficar sem atendimento. Mas não dá para o município fazer isso sozinho”, afirmou.

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