Atualizado às 12h44
Trabalhadores da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) realizam uma manifestação, nesta quarta-feira (31), e paralisam 71 ônibus de linhas municipais de Ferraz de Vasconcelos e Poá, além de três linhas intermunicipais que atendem as duas cidades e Suzano. O Sindicato dos Rodoviários afirmou que a reivindicação é pela vacinação contra o novo coronavírus (Covid-19), além de pagamento de horas extras e atraso do vale alimentação e da entrega da cesta básica. A Radial informou que fará a entrega das cestas básicas e o pagamento.
Segundo o sindicato, a paralisação atingiu linhas que atendem Poá, Ferraz de Vasconcelos e Suzano. São elas 315, 460 e 843. O sindicato informou que todos os 80 ônibus intermunicipais e 70 municipais estão paralisados. A EMTU orienta os passageiros a embarcarem e um ônibus municipal com sentido a uma estação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e seguir de trem até o destino final.
Os rovodiários pedem para serem incluídos na vacinação contra a Covid-19, pagamento de horas extras de fevereiro, vale alimentação que está atrasado há mais de um mês, além da entrega da cesta básica.
Radial
Ao contrário do que o sindicato informou, o gerente administrativo da Radial, Alexandre Parisi, disse que estão paralisados 71 ônibus de linhas municipais, sendo 49 de Ferraz e 22 de Poá. Ele ainda confirmou que linhas intermunicipais que atendem as duas cidades e Suzano também foram suspensas.
Além disso, Alexandre afirmou que entrou em contato, nesta quarta-feira, com o Sindicato dos Rodoviários para liberar a entrega das cestas básicas e do pagamento. "Vamos fazer no dia certo. Na próxima segunda-feira (5) teremos uma reunião para discutir outros itens que foram solicitados", esclarece.
No entanto, Alexandre adianta que o atual momento, de pandemia, prejudicou a receita da Radial. "A pandemia nos afetou economicamente, como em outros setores. A empresa nunca atrasou pagamentos, sempre pagou e deu todos os benefícios em dia. Contudo, estamos recebendo uma receita de 25% para operar como se fosse em período normal, além das despesas que estão de 100% do período normal. Para agravar ainda mais a situação, o óleo diesel foi reajustado cinco vezes neste ano e já estamos há dois anos sem reajuste de tarifa. Não estamos negando a pagar, porém, existe essa falta de receita", explica o gerente.