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Jornal Diário de Suzano - 23/11/2017
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‘Ela guarda um segredo’, diz Nívea Maria sobre papel

25 JUL 2015 - 08h00

 * entrevista



O aniversário de 50 anos de carreira de Nívea Maria foi no ano passado, mas a atriz segue mais do que nunca em pleno clima de bodas de ouro com o trabalho. É que justamente no período certo para festejar, estava fora do ar. Agora, na pele da sofrida Zilda de "Além do Tempo", a paulistana de 68 anos aproveita para quebrar o jejum de mais de dois anos sem atuar no vídeo.

Na história, Zilda é a governanta da Condessa Vitória (Irene Ravache), grande vilã da primeira parte da trama - ambientada no século XIX, enquanto a segunda se passará nos dias atuais, em reencarnações dos personagens. Em função dessa hierarquia, Zilda é constantemente humilhada e maltratada pela patroa. Mas Nívea dá pistas de que, no futuro, isso pode mudar.

Você volta ao ar em uma história de época e retratar o passado é uma característica bem marcante de sua trajetória televisiva. Como se sente?

Nívea Maria - É verdade, sou uma atriz reconhecida por ter feito muitas novelas de época. Mas gosto de tudo que faço. Qualquer papel que vem às minhas mãos recebe meu carinho. Não tenho um tipo de personagem preferido, tento transformar todos em grandes papéis. Quando são menos importantes, faço ficarem grandes na minha cabeça e no meu coração. Trato meu trabalho com muita responsabilidade. Como pessoa pública, tanta gente nesses anos me acompanhou e o mínimo que posso fazer para retribuir é levar o que faço a sério e com dedicação.

Governantas, assim como os mordomos, normalmente carregam algum mistério. A Zilda segue esse padrão?

Nívea - Pois é, tenho muitos lados para trabalhar em "Além do Tempo". Ao lado da Condessa, Zilda aparece muito humilde e, ao mesmo tempo, envergonhada por ser tão humilhada. Então, ela descarrega esse sentimento nos empregados, sendo dura, rígida e até ofensiva. Já a relação com o filho (Afonso, vivido por Caio Paduan) é baseada na esperança de fazer com que ele consiga uma vida melhor que a dela. Que não precise se submeter a qualquer tipo de tratamento. São diversos momentos e cores que a Zilda tem. E acredito que alguns segredos sejam desvendados por ela pela proximidade que tem com a grande vilã dessa trama. É uma composição de personagem bem densa.

Como você lida com essas variações de temperamento da personagem?

NÍvea - Eu trabalho bastante o olhar, que muda em questão de segundos. De curiosidade, de intenção, de ódio, raiva, amor, humilhação... A fisionomia dela pode ser dura, mas tento dar tons distintos a cada emoção.

Que sentimentos você espera que, ao longo dos capítulos, a Zilda desperte no público?

Nívea - Acho que um pouco de raiva, já que ela maltrata e humilha os empregados. Ela tem preconceito com a cor de alguns, o que deve ofender e irritar os telespectadores. Mas eu também acho que as pessoas vão ficar bem intrigadas e curiosas para vê-la, porque a Zilda é importante na trama.

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