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Musical 'Wicked' estreia hoje e traz história sobre a origem das bruxas de Oz

04 MAR 2016 - 08h00

A mágica surge depois de 50 minutos, quando a atriz Myra Ruiz tem seu rosto completamente maquiado de verde. Com o figurino já vestido, ela assume o papel de Elphaba, a menina que, depois de lamentar a destruição dos sonhos, se transforma em uma bruxa. O rosto verde de Myra está espalhado em espaços publicitários pela cidade, anunciando a chegada do musical Wicked, que estreia hoje, no teatro Renault, um mês repleto de novidades. O musical estreia hoje, no Teatro Renault, em São Paulo.

É um espetáculo há muito aguardado - fãs acompanham ansiosos as novidades que surgem a conta-gotas nas redes sociais. Tamanha expectativa se justifica pela importância de Wicked, um dos mais bem-sucedidos musicais recentes da Broadway, onde estreou em 2003. Visto por mais de 48 milhões de pessoas no mundo e com um faturamento superior a US$ 3,9 bilhões, Wicked tem atualmente cinco produções ao redor do planeta - Nova York, Londres, Austrália, uma turnê no Reino Unido e uma turnê nos EUA.

O motivo de tanto interesse está na trama, inspirada no romance do mesmo nome, publicado em 1995, por Gregory Maguire. Fã do livro e do musical O Mágico de Oz, ele se interessou em saber o que se passava na terra mágica antes da chegada da garotinha Dorothy. Assim, a história se concentra em duas meninas que acidentalmente cruzaram seus caminhos: uma bonita e popular e a outra, esperta e... verde-esmeralda. A primeira se transforma em Glinda, a fada boa, e a amiga, em Elphaba, a Bruxa Má do Oeste.

"São duas moças muito diferentes, mas uma necessita da outra para evoluir - a história gira em torno da relação entre elas", reconhece Fabi Bang, que vive Glinda. "E elas passam por tantas transformações que, no final do espetáculo, já são duas mulheres amadurecidas", completa Myra.

Enquanto Myra ganhava camadas de maquiagem verde, Fabi completava os retoques em torno dos olhos. "O entrosamento entre elas é essencial para o espetáculo", atesta a americana Lisa Leguillou, codiretora da montagem original da Broadway e agora responsável pelas versões montadas ao redor do mundo. "A peça fala de tolerância e a trajetória tortuosa de Glinda e Elphaba aponta para isso."

Lisa está há dois meses em São Paulo, comandando seis dias de ensaio por semana. De origem porto-riquenha, tem fluência na língua espanhola, o que facilita um pouco o entendimento com os 34 atores. "Sem querer agradar, confesso estar muito bem impressionada com o elenco e a equipe técnica daqui. Wicked só funciona se existir uma dedicação apaixonada. E esse sentimento eu encontrei em São Paulo."

Myra e Fabi relembram o início do trabalho com Lisa. "Ela detalhou todos os personagens, mostrando como cada um sofria modificações ao longo da história", observou Fabi, que aproveitou para falar sobre Glinda, personagem no qual conseguiu colocar preciosos toques de humor. "Minha primeira impressão era de uma pessoa concentrada, com falas pausadas, mas logo descobri que era uma estabanada. Glinda é a mocinha que faz coisas erradas, mesmo se julgando uma pessoa perfeita - nem percebe que é ligeiramente corcunda. Mas é uma mulher nobre, pois reconhece os próprios erros."

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