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Jornal Diário de Suzano - 19/11/2017
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Peça teatral 'O Sucesso a Qualquer Preço' está em cartaz em São Paulo

21 JUN 2015 - 08h00

Em 1984, o dramaturgo americano David Mamet ganhou o Pulitzer, um dos mais prestigiados prêmios dos EUA, pela peça “O Sucesso a Qualquer Preço”. Uma honra merecida - conhecido como iconoclasta da insensibilidade, pela raiva e pelo rancor de seus textos, Mamet consegue ali arrastar a plateia para profundezas em que os terrores são menos físicos e mais emocionais, em que a crueldade é ainda mais perturbadora por não ter sentido.

“O Sucesso a Qualquer Preço” está em cartaz desde a última quinta-feira em São Paulo, no Teatro Vivo, em apresentação para convidados. Um espetáculo que promete sucesso: ambientado nos anos 1970, mostra a grande competição em uma corretora de imóveis.

Com as vendas em baixa, os corretores Shelley Levene (Norival Rizzo), Ricky Roma (Marco Pigossi), Dave Moss (Renato Caldas) e George Aaronow (Marcos Daud) vivem sob forte pressão de um novo chefe, o arrogante John Williamson (André Garolli). A fim de incrementar os negócios, Williamson criou um torneio entre os integrantes, no qual a premiação será um Cadillac Eldorado para o melhor vendedor. Já o segundo vai ganhar um conjunto de seis facas para churrasco. E o terceiro prêmio é a demissão sumária, pois não há ali lugar para fracassados. Com isso, é criada uma competição interna, que permite a peça discutir até onde o homem se permite ir para alcançar o sucesso e manter seu emprego, seja corrompendo, roubando ou mesmo ludibriando pessoas simples e ingênuas.

"É uma forma muito bem articulada de mostrar como podemos ser cruéis", observa Garolli. "E, como sempre acontece nos textos de Mamet, a palavra é utilizada tanto para seduzir como para humilhar." De fato, Mamet que, desde a morte de Arthur Miller, disputa com Edward Albee o título de melhor dramaturgo vivo dos EUA, tornou-se conhecido por textos hipnóticos, tocantes, às vezes extremamente engraçados, outras duramente precisos.

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