As análises detalhadas de riscos de contaminação no solo do Cemitério São João Batista, região do Raffo, em Suzano, estão previstas para ocorrer entre o final de fevereiro e início de março. A informação foi confirmada pela Prefeitura. A CMA Ambiental Ltda, ganhadora do pregão, deve assinar na quarta-feira (30) o contrato para execução dos serviços no local, que totalizam R$ 210 mil.
Com a análise, os técnicos devem verificar e/ou identificar potenciais receptores de risco dentro e no entorno do cemitério e, também, avaliar riscos à saúde humana. O estudo Cemitério do Raffo pode se estender em até nove meses. Após a conclusão, a empresa deverá entregar relatório técnico-objetivo apresentando a investigação, os resultados e as conclusões. O trabalho deve contar ainda com laudos, documentados com fotos, mapas, cartas, desenhos, quadros e planilhas.
O edital prevê ainda que a empresa deva contratar laboratório de análise "cuja interpretação dos laudos químicos deverá ser realizada por um engenheiro Químico ou Ambiental, com Crea ou CRQ, devidamente habilitado. Este profissional deverá assinar o relatório final junto com o Geólogo responsável técnico pela contratada".
Em outubro do ano passado, a Secretaria de Meio Ambiente abriu edital para contratação de empresas especializadas, após solicitação da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Na época, o pedido também foi feito para avaliar condições de outros cemitérios de municípios paulistas.
Conforme publicado pelo DS, em 2017, o cemitério suzanense exumou mais de 80 sepulturas perpétuas na área em que havia suspeita de contaminação. Na época, a Cetesb, por meio da Agência Ambiental de Mogi das Cruzes, informou que a ocorrência por necrochorume poderia acontecer, uma vez que as instalações do cemitério são antigas e não previam os sistemas de proteção ambiental atualmente adotados.
À época, o caso foi tratado como impacto ambiental, devido à ausência de normas durante a implantação do cemitério, há 40 anos. Mas, os riscos à população forma descartados.
A tecnóloga ambiental da Prefeitura, Natacha Nakamura, explicou naquela época que a contaminação foi confirmada, como esperado.