O presidente do Sindicato Rural de Suzano, Ricardo Sato, apoia a decisão do governo de isentar o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) dos produtos hortifrutigranjeiros que sejam minimamente processados.
De acordo com Sato, existem sete produtores em Suzano que trabalham exclusivamente com esses produtos. Para eles, a isenção veio em boa hora, uma vez que o governo estava tentando há algum tempo taxar o imposto para esses produtores. "Se não tivesse esse decreto, esse produtores teriam que pagar o imposto e com isso, os 18% seriam repassados ao consumidor final. Portanto, esse decreto veio em boa hora", conta. Para os produtores pequenos, Sato conta que a lei não irá promover grandes mudanças. "Eles continuam trabalhando como estão hoje e isso é bom porque o imposto não será cobrado deles", informa. Atualmente, Suzano conta 520 produtores rurais espalhados pela cidade.
O produtor rural Guerino Ramalho Neto, de 64 anos, acredita que a medida estipulada pelo Estado é um ganho a mais tanto para o produtor, quanto para o consumidor. Porém, ele explica que fatores externos devem ser levados em conta na hora de estipular o valor da mercadoria.
"Mesmo pagando menos imposto, temos um fator que pode deixar a hortaliça mais cara, que é o clima. Tempo seco ou chuvoso demais acaba atrapalhando as plantações e isso reflete diretamente no preço”, conta. Além disso, neto diz ficar com o "pé atrás" nas decisões do governo. “Eles tiram esse valor e aumentam outra coisa ou inventam outro imposto para pagar. Temos que desconfiar da bondade”, argumenta.
Além de achar a medida interessante, Neto considera que a medida irá beneficiar o grande produtor, ou seja, para o agricultor que vende direto para o consumidor e beneficiar diretamente o consumidor desse grande produtor, que irá adquirir um produto mais fresco e mais barato.