Os estudos desenvolvidos para o Plano de Requalificação da Área Central apontam que 77% da população que trafega no quadrilátero central de Suzano, realizam a travessia de vias nas faixas de pedestres. Os outros 23% optam pela travessia irregular, ou seja, fora da faixa.
Entretanto, os dados positivos da travessia ainda apontam alguns desvios de regras; cerca de 26% das pessoas atravessam no momento em que o sinal está fechado para os pedestres, isto é, no sinal vermelho. Os outras 74% obedecem as regras de segurança e avançam no sinal verde. Cerca de 2 mil pessoas foram observadas no período dos estudos, que duraram seis meses.
As considerações dessa etapa afirmam que o número de pessoas circulando pelo centro é duas vezes superior ao número de carros que trafegam pelo local. No entanto, o número de pedestres ocupa apenas 28% do espaço das vias e os outros 20% da malha central são destinados a automóveis estacionados. A população de maneira geral avalia que a Rua General Francisco Glicério não favorece o caminhar por conta da infraestrutura urbana atual.
O secretário de Planejamento Urbano e Habitação, Elvis José Vieira, esteve no programa "DS Entrevista" na ultima quarta-feira (06) para comentar os dados do plano de requalificação, que englobam ainda mudanças no tamanho das calçadas e posição dos estacionamentos rotativos.
No que diz respeito a travessia irregular dos pedestres, o secretário enfatiza que estudos serão aprofundados para saber se a disposição das faixas está correta ou não. "Precisamos saber se esses 23% que atravessam fora da faixa fazem isso por necessidade ou porque a faixa está no lugar errado", diz.
Caso as faixas sejam reposicionadas ou passem por mudanças, a acessibilidade entrará em contexto, uma vez que a ideia do secretário seria elevar as faixas para garantir acesso e segurança aos pedestres. "Numa leitura muito rápida, eu sou favorável a travessia elevada. A prioridade é sempre do pedestre e me parece que quando a faixa é elevada, o motorista respeita muito mais porque ele está sobre outro território, que é o espaço do pedestre", explica.
Vieira ainda enfatiza que independentemente das ações que serão feitas no futuro, a acessibilidade estará presente em todas elas.