A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) confirmou nesta terça-feira (26) proposta de conceder para a iniciativa privada cada estação de trem de acordo com a sua viabilidade e características, visando aprimorar a exploração dos espaços de cada uma para atrair os investidores. “Em contrapartida, os passageiros receberão melhorias como itens de acessibilidade, conforto e comercialização legal de serviços e produtos”, informa a nota.
A confirmação vai de encontro ao que anunciou o governador João Doria (PSDB) disse no dia 4 de janeiro de 2019, em entrevista à Jovem Pan de que pretende conceder a CPTM à iniciativa privada.
Em entrevista à Rádio Jovem Pan, Doria, disse que a concessão será total, ou seja, envolvendo todas as estações, incluindo as 12 do Alto Tietê (nove da Linha 11 e 3 da Linha 12).
“As estações todas serão privatizadas. Ao serem concedidas, terão condições de monitoramento, de conforto e acessibilidade. As estações não são boas, aproveito para fazer aqui um registro de crítica às estações da CPTM. Elas estão distantes do padrão das estações do Metrô e terão ao longo dos quatro anos de nosso mandato o mesmo padrão das estações do Metrô e as portas de vidro (portas de plataforma) também que garantem mais segurança no acesso, no ingresso aos vagões e nas saídas também. monitoramento eletrônico 24 horas, sem nenhuma área de sombra, além da segurança que tem de ser feita fisicamente nas estações ferroviárias, metroviárias e rodoviárias em São Paulo”, disse ao comentar a notícia sobre uma moradora em situação de rua, de 27 anos, que foi vítima de tentativa de estupro na estação Mooca da CPTM. A entrevista do governador também foi divulgada no site www.diariodotransporte.com.br.
O projeto, ainda sem datas de inicio, contemplará as 94 estações.
O projeto visa melhorar a condição das estações, além de explorar o lado comercial dos locais através de concessões públicas.
Atualmente a Linha 11 - Coral, que contempla as estações do trecho Luz e Estudantes, é a segunda linha mais extensa da CPTM.