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Cidades

Sindicato dos Ferroviários é contra privatização das estações

Para o presidente da associação, conceder somente as estações para a iniciativa privada prejudicaria trabalhos da CPTM

27 fevereiro 2019 - 23h54 Por Aline Moreira - de Suzano
O Sindicato dos Ferroviários de São Paulo se posicionou contra a proposta do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) de privatizar todas as estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). São 12 no Alto Tietê. Para o sindicato, a proposta “não faz sentido” já que conceder somente as estações para a iniciativa privada prejudicaria os trabalhos da CPTM. 
 
"A CPTM é uma empresa grande e que toma conta de tudo, desde as estações até as manutenções feitas. Partindo disso, privatizar somente as estações não faz sentido, uma vez que a Companhia é uma só. Se isso acontecer, como a CPTM vai atuar no espaço? São duas coisas que não dá para separar", explica o presidente do Sindicato, Eluiz Alves de Mato. Mato ainda enfatiza que a proposta é, nas palavras dele, confusa, uma vez que o governador não deu detalhes das ações que serão feitas. Ele também explica que não vê uma saída benéfica na concessão e que se isso acontecer, o usuário poderá pagar mais pela passagem, já que melhorias terão que ser feitas nas estações para se enquadrar no padrão metrô, defendido por Doria.
 
"Para a empresa ter lucro e não depender do Estado, os serviços prestados terão de ser de alto custo". O problema maior, segundo Mato, seriam as manutenções dos trilhos e trens. Ele teme que as manutenções se tornem terceirizadas e as fiscalizações prejudicadas. "A CPTM é muito grande, não tem como separar as estações da Companhia. Temo que se CPTM não tiver domínio pelo espaço, as fiscalizações sejam precárias", conta. 
 
De acordo com nota divulgada pela CPTM, a ideia da proposta é conceder cada estação de acordo com a sua viabilidade e características, "visando aprimorar a exploração dos espaços de cada uma para atrair os investidores". 

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