A Prefeitura de Suzano garante que vem realizando trabalhos contínuos para evitar alagamentos na área central e nos demais bairros do município. As ações envolvem equipes da Defesa Civil, que vistoriam diariamente as áreas de risco, e iniciativas que devem mitigar o impacto das chuvas na cidade.
Entre as ações estão a manutenção e limpeza constante nas bocas de lobos; desobstrução de rios e córregos, onde há muito lixo e entulho; desentupimento de tubulações que ligam as bocas de lobo à tubulação principal na área central; abertura de valas em locais críticos para o escoamento das águas pluviais, que segundo a Prefeitura, já foi realizado no bairro Badra Baixo; implantação de reservatório provisório (piscinão) no bairro Miguel Badra com 1,5 mil metros quadrados e o plano de Macro Drenagem, que já está em discussão e elaboração.
A administração pública ainda informou que um dos grandes problemas no vazamento de rios e córregos e nos alagamentos das vias é o acúmulo de lixo irregular próximo às tubulações e bocas de lobos. "A Prefeitura solicita aos cidadãos que evitem o descarte irregular de lixo e entulho e que denunciem caso saibam desta prática", pede.
As queixas podem ser feitas pelo telefone da Secretaria de Meio Ambiente (4745-2055) ou no setor de Fiscalização de Posturas (4745-2046) - que atendem de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. Também é possível ligar no plantão da Guarda Civil Municipal (GCM) no 153 ou 4745-2150 (24 horas).
Comerciantes
Para os comerciantes das imediações, o maior problema causado pelas chuvas é a queda no movimento, uma vez que as ruas ficam alagadas e impedem a circulação dos pedestres.
"A água não chega a entrar na loja, mas fica parada na rua", conta a operadora de caixa de uma loja de artigos de festas, Andrea de Almeida, de 32 anos. A loja adotou uma medida para evitar que pessoas se acidentassem com o chão molhado, foram colocadas faixas antiderrapantes na entrada do estabelecimento. "Assim ninguém se machuca quando for sair ou entrar na loja", diz.
O balconista Eugenio Xavier, de 37 anos, explica que bastam cinco minutos de chuva para que a rua fique alagada por completo. "Não chega a entrar na loja por causa do degrau alto, mas a nossa rampa de acesso some pela metade com a quantidade de água. O problema maior é movimento que cai muito com as chuvas", explica.
Já a vendedora Lucy Teramoto, de 47 anos, que trabalha em uma loja de jóias na Glicério, conta que a calçada fica cheia de água, mas não a ponto de invadir a loja. "Nunca passou da calçada, por isso nunca pensamos em comportas. O maior problema é que a chuva diminui muito a clientela, fora isso, não causa tantos transtornos para a gente".