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Jornal Diário de Suzano - 02/04/2026
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Cidades

Diário de Suzano completa 60 anos nesta sexta-feira

Primeira edição foi lançada em mimeógrafo. As matérias eram datilografadas

03 setembro 2021 - 05h00Por de Suzano
O Diário de Suzano, um dos mais tradicionais jornais regionais, completa 60 anos nesta sexta-feira, dia 3 de setembro.
 
Pelo tempo de vivência, o DS - como é carinhosamente chamado - viu de tudo: histórias marcantes, sonhos, mudanças no mundo, transformação tecnológica e da sociedade e, infelizmente, tragédias e pandemia.
 
Um jornal marcado pelos ideais de seu fundador, Thadeu José de Moraes, o Diário de Suzano nasceu como A Comarca de Suzano, em 1961. 
 
A primeira edição foi lançada em mimeógrafo. As matérias eram datilografadas em folhas com uma espécie de carbono. Nos anos seguintes, as máquinas de linotipo transformaram o perfil do DS. Alteraram o trabalho de editoração e da pré-impressão.
 
Mas, a evolução foi rápida ao longo dos anos. O jornal sempre acompanhou a tecnologia utilizando-a em prol da informação.
 
A partir do dia 10 de março de 1976, o jornal passou a ser bissemanal com edições de quarta-feira e sábado. Já no dia 22 de agosto de 1987 foi lançado o Diário de Suzano. 
 
Falar do Diário de Suzano é traduzir a trajetória de seu fundador. Era um desejo antigo: montar um jornal diário na cidade. Leitor voraz, Thadeu José de Moraes, conquistou seu objetivo com muita luta, quando tinha 62 anos. 
 
Os capítulos da vida do fundador do DS começaram a ser escritos em Lages, Santa Catarina. Já em São Paulo formou-se contador pela Escola de Contabilidade da Fundação Álvares Penteado (Faap). Veio para Suzano em 1932 com a família após ser transferido para a filial da Tinturaria de Jorge Bei Maluf. Foi eleito vereador pela primeira vez em 1936, representando o Distrito de Suzano na Câmara de Mogi.
 
Ele contribuiu de forma direta para a emancipação de Suzano, em 1949, e foi o primeiro presidente da Câmara de Suzano. O fundador apontava sempre três preceitos para o jornal: independência, imparcialidade e justiça. Thadeu também ajudou a fundar clubes, associações, entidades, como o Rotary Club e participou ativamente do momento político e das decisões da sociedade da época. Sua contribuição rendeu as medalhas "Brigadeiro José Vieira Couto de Magalhães" da Sociedade Geográfica Brasileira, e "Infante Dom Henrique" da Sociedade Cultural e Condecorativa do Brasil. Thadeu José de Moraes faleceu no dia 25 de junho de 1990, poucos dias depois de completar 91 anos.
 
Hoje, o jornal acompanha as mudanças tecnológicas investindo, além do impresso, em plataformas digitais. Mantém um portal ativo com atualização de notícias e viu recentemente a audiência de seu site crescer, sobretudo, durante o período de pandemia. 
 
O jornal também se comunica com seus leitores pelas redes sociais. Faz transmissões ao vivo, pelo Facebook e Instragram, de entrevistas e ainda recebe sugestões, dicas e críticas pelo WhatsApp.
 
"Não há dúvida. O leitor é a causa de o jornal existir", disse o diretor de Redação do DS, jornalista Octavio Thadeu de Moraes. 
 
A atuação sólida do DS também só é possível por conta de seus colaboradores. Todos os setores do jornal estão interligados, desde a recepção, comercial, assinatura, gráfica e administrativo.
 
Neste ano, em tempo de pandemia, o jornal faz uma comemoração mais tímida e implementa projetos. Desde junho iniciou uma série de entrevistas com profissionais - jornalistas, fotógrafos, diagramadores, colunistas, articulistas, entre outros - que passaram pelo jornal e contribuíram para a história.
 
A ideia é reunir esses depoimentos em uma única plataforma no portal do jornal e até em e-book.
 
Para o editor-chefe do Diário de Suzano, jornalista Edgar Leite, a história do jornal se confunde com a da cidade. "Há 60 anos o DS conta, por textos e fotos, os 60 anos da história de Suzano, região, estado e mundo. História contada por muitos profissionais que passaram pelo jornal e deixaram sua contribuição", lembrou Leite. Ele está no jornal deste 1994. É editor desde 2006.
 
Para o jornalista, um papel fundamental do DS, como jornal regional, é trazer as notícias para quem está mais perto. 
 
"O jornal impresso também funciona como registro histórico. E, por outro lado, os leitores mais antigos querem ter acesso ao papel, recortar e guardar uma notícia. Acho que enquanto houver matéria-prima para o papel vai existir jornal impresso. Mas vejo que o mais importante é saber que o jornalismo nunca vai acabar. É parte do processo democrático. Seja em qual plataforma é importante que o jornalismo exista", disse.
 
Hoje, o jornal é dirigido pelos seis netos do fundador: Octavio Thadeu de Moraes, Carlos Alberto de Moraes, Amadeu Guaru José de Moraes, Sonia Aparecida Moraes da Silva, Augusta de Moraes Gusmão dos Santos e Solange de Moraes Freitas.

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