O piloto suzanense Peterson dos Santos Pinheiro Xavier, de 33 anos, morreu na tarde do último domingo, quando o helicóptero que conduzia para levar uma noiva até o casamento caiu em uma área de mata fechada no quilômetro 307, da Rodovia Régis Bitencourt (BR-116), na Grande São Paulo. Com ele, havia mais três pessoas a bordo, que também faleceram, sendo a noiva, o irmão dela e uma fotógrafa, que estava grávida. O corpo do piloto está sendo velado desde ontem, às 16h30 no Velório Municipal. O enterro será hoje, às 9 horas, no Cemitério São Sebastião. Morador do bairro Cidade Edson, Peterson estava na área de aviação há cerca de sete anos. No início de sua carreira passou pela Guarda Mirim de Suzano. Depois, trabalhou em empresas conhecidas na cidade, como a Clariant, Komatsu, além da Associação Comercial e Empresarial (ACE). Segundo os familiares, ele sempre quis ser piloto. Diante de muito esforço, conquistou o trabalho por meio das habilidades que demonstrava durante todos os vôos. O irmão de Peterson, Rodrigo dos Santos Xavier, disse que ele sempre será lembrado. "Meu irmão era um verdadeiro batalhador. Conquistou tudo por sua força de vontade e sonho de ser piloto. O que nos conforta é que ele conseguiu realizar suas metas e que estava feliz com sua vida. Ficará sempre no meu coração", disse emocionado. Depois da morte do piloto, diversos amigos e familiares o homenagearam nas redes sociais. No velório do piloto, no final da tarde de ontem, havia mais de 70 pessoas para dar o último adeus. Um deles era o tio, Américo Pinheiro Xavier, que prestou uma última homenagem ao sobrinho. "Ele sempre ficou com a minha filha, um menino ótimo e que sempre mereceu coisas boas. Estava contente por ele estar bem de vida. Não tem palavras para explicar tudo o que ele era. Que Deus o tenha em um bom lugar e que proteja o resto da família. Nunca vou me esquecer de toda amizade que tínhamos", destacou. O advogado e amigo Anderson do Prado Gomes disse que terá boas lembranças. "Conheço ele há 25 anos. Era um homem de uma integridade absurda, o qual infelizmente é raro nos dias de hoje. Meu melhor amigo, compadre, padrinho do meu filho de 8 anos. Ele me lembrará o reflexo de uma verdadeira amizade, sem sombras de dúvidas".








