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Lorena Burger

Uma conversa sobre Jesus

09 julho 2024 - 08h00 Por Gabriely Machado
Uma conversa sobre Jesus

Dia desses numa roda de conversa se questionava a presença de Jesus neste planeta...
Enquanto ouvia as manifestações, imaginava quantas dessas discussões devem ocorrer com frequência, porque temos dificuldade ainda de entender e acreditar na sua passagem entre nós.
Sua vinda foi amplamente divulgada pelos profetas, homens ilustres em seu tempo, chefes de clãs, de tribos, detentores de poder político, financeiro e administrativo e, talvez por esse motivo haja tantos questionamentos.
Sua vinda propalada por homens poderosos e quiçá se imaginasse, assim como Judas que sua vinda alteraria o rumo político de alguma nação, sem entender de fato, que sua vinda seria para alterar a maneira de viver das pessoas, sua forma de pensar e agir.
Chegou numa família simples, uma dona de casa e um carpinteiro... Nasceu numa manjedoura, caminhava em meio ao povo e com ele se misturando, sem aparentar nenhum poder especial, sem deter poder político ou social.
Somos seres humanos e entendemos que só podemos crer naqueles que vem imbuído de algum poder, seja financeiro, político, administrativo ou verbal, talvez por isso não conseguimos entender uma simples frase que diz que Ele está no meio de nós, repetida inúmeras vezes, mas que não damos o devido crédito e o correto entendimento.
Desde sua vinda, ainda questionada por muitos, que temos por princípio seu ensinamento básico, a caridade e, sem ela em nosso cotidiano não teremos salvação...
A caridade não vista como um simples gesto de estender a mão para doar uma esmola, um prato de comida ou uma roupa que não mais nos interessa, esse é um dever que temos de auxiliar o irmão mais necessitado, o ser vivente carente de atenção e de um ato de amor.
A caridade deve ser algo que conduz nossos caminhos, nossas vidas, nossas atitudes, pensar caridosamente é se imaginar no lugar do próximo, se colocar numa posição de menor relevância e então buscar solução para auxiliar, seja na nossa vida profissional, seja na lida diária e assim deveria também pensar e agir nossos dirigentes políticos, desde o menor até aquele que se considera poderoso e forte por dirigir uma nação e, que se não o fizer caridosamente levará seu povo a guerras inúteis e avassaladoras, que causará discussões políticas desnecessárias e infundadas, causará inimizades e críticas desconstrutivas.
Tomando a caridade como princípio, não desrespeitaríamos nossos pais, não mataríamos, não roubaríamos, seria fácil e simples cumprir todos os mandamentos expostos por Moises e nosso planeta viveria em harmonia plena envolto em amor...
Entretanto, o sentido da caridade que nos foi ensinado por Jesus está deturpado e, vivemos acreditando que temos pouco e assim a inveja nos conduz, os mandatários querem mais poder, mais território, criam guerras por ganância e assim somos nós também... Ameaçam fazer uso de bombas destruidoras, mesmo cientes de que ela não poupará ninguém, nem mesmo nossa casa no espaço, acreditando que assim demonstram seu poderio, jamais pensando caridosamente no bem para todos e assim seguimos todos nós almejando ter sempre mais e com isso nos destruindo gradativamente. A caridade nos faria entender que estamos aqui de passagem, nada trazemos e nada levamos, chegamos de maneira igual e saímos quando menos esperamos sem nada conduzir conosco, a não ser a caridade que praticamos que pesará a nosso favor na contabilidade final.
Foi para isso que ele veio e continua conosco, basta acreditar...