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Lorena Burger

Olimpíadas

30 julho 2024 - 08h00 Por Gabriely Machado
Olimpíadas

Ligamos nossa televisão e estamos em Paris, na torre Eiffel, no Palácio de Versalhes, nos seus jardins maravilhosos e comungamos de uma alegria sem igual de ver nossa bandeira nos uniformes de jovens que representam nossa pátria nos múltiplos esportes que hoje integram as olimpíadas modernas...
Modalidades que antes nem se imaginava que seriam consideradas como esporte olímpico hoje estão lá representadas e nos fazem vibrar com manobras muitas vezes desconhecidas por nós, que por vezes nos causam até temor de uma queda ou acidente, mas eles mostram garra e determinação e escorregam por corrimões e escadas com tranquilidade e confiança.
Na areia com a torre ao fundo nossos atletas levaram a melhor, todos nós nos espelhamos neles, afinal esse é um esporte que praticamos por laser e eles levam a sério e torcemos por medalhas que também será um pouquinho nossa também.
É muito bom ver nossos jovens tão envolvidos com os muitos esportes que lá são representados, se envolvendo desde cedo com essas atividades, buscando se aperfeiçoar muitos sonhando em um dia estar levando nossa bandeira estampada no uniforme, representando nosso país.
Sonho hoje possível para muitos, o que em outros tempos seria difícil imaginar acontecer com as pessoas comuns, afinal praticar esporte era secundário, a maioria de nós se via nos bancos escolares para as primeiras letras, poucos prosseguiam com a possibilidade de atingir uma carreira com diploma universitário e dar vazão para pratica de algum esporte era para poucos, pois, o trabalho, a busca por emprego para auxiliar a família e a si próprio era primordial e isso nos ocuparia o tempo todo.
Talvez num momento de laser nos dedicássemos a jogar vôlei, futebol, tênis de mesa ou qualquer outro esporte, mas sempre como maneira de se distrair e não com o afinco necessário para poder participar de competições.
Vivemos novos tempos, os jovens começam ter mais tempo para estudar e se dedicar ao que gostam e, para os que de fato desejam prosseguir as possibilidades existem...
Quando os vemos envolvidos com o estudo e o esporte sabemos que seguem caminhos mais seguros do que aqueles que se perdem envolvidos pela droga que hoje é oferecida às claras, sem medo, como se fossem única maneira de se ter prazer e alegria de viver.
A abertura dessas Olimpíadas feita ao ar livre, sob a chuva que resolveu participar intensamente das atividades nos contou as histórias de um país que lutou pela liberdade, pela igualdade, pela dignidade, que infelizmente também praticou atrocidades, mas se fez representar pelas inúmeras nacionalidades que hoje compõem sua população e a representa em muitos esportes e atividades profissionais.
A história das mulheres se fez presente ao longo da passagem pelo rio Sena, mostrando que de há muito elas participam da vida e da evolução deste planeta.
O encerramento com a voz clara e potente de Celine Dion se fez ouvir e emocionar todos os cantos, todo o povo com o Hino ao Amor, música que a maioria de nós conhece desde pequenos, em nosso país e aqui na nossa cidade por conta de uma pequena mulher que cantava e nos envolvia nessa melodia.
E vendo a resiliência dessa cantora que luta com uma doença autoimune e degenerativa soltando a voz, imaginamos que o amor pode se fazer presente sempre, em todas as atividades que exercemos, sem temor, de maneira simples e permanente...