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Padre Carmine

A tragédia no Sul do Brasil

10 maio 2024 - 08h00 Por Gabriely Machado
A tragédia no Sul do Brasil

Nos territórios em torno da cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, caiu uma tempestade tão violenta que destruir tudo o que podia destruir, com um volume enorme de água que encontra-se hoje, no inóspito chão das cidadezinhas alagadas, nas estradas, nas casas, nas igrejas, nos supermercados.
Há tanta gente perdida, caída, despercebida, tangida pela água até o pescoço, ou escondida no terceiro ou quarto andar, evitando sair, para não ser arrastada pelas águas assombrosas.
Triste situação, diante da qual os poderes públicos tentam afugentar o perigo de outras mortes, pois 100 pessoas já perderam a vida e quase 200 mil estão fora de casa.
A chuva é insistente e a água torrencial avança descuidada, por sair do seu percurso normal e se alastrando e expandindo por todo canto. É mais que furação. É tão violenta que destroçou tantas casas construídas com amor e com tantos sacrifícios. No meio dos destroços só resta a dor de quem perdeu tudo. Como o mar que, com suas águas tempestuosas causa a morte inesperada de tantas pessoas.
A população busca abrigos, casas de parentes, alojamentos improvisados, desmorona e tenta resistir à grande queda das águas.
Há quem, em cima dos escombros, levanta a voz dolente, chorando sobre as ruínas.
Há de se ler o que estou escrevendo e por certo iremos ficar revoltados.
No final é para se dizer que uma boa política municipal sobre o meio ambiente é fundamental para o funcionamento de uma cidade. Muito se faz, porém ainda faltam ações concretas para evitar tais tragédias. Políticas públicas para conscientizar a população sobre a importância da preservação e conservação do meio ambiente.
Que bom seria se a Prefeitura, as escolas, as indústrias e empresas pudessem oferecer à população, aos alunos e suas famílias, mais informações sobre os problemas que afetam o Planeta Terra, servindo-se de palestras, documentários, apresentações, atrações, oficinas e exposições, com o objetivo de conscientizar o público sobre a importância da conservação das matas, dos rios e sobre os produtos sustentáveis e recicláveis.
A população está bem atrasada nesse sentido. Mas também falta uma política que permita ao cidadão ter mais conhecimento, para cuidar melhor da natureza e do meio ambiente, do lixo e da coleta seletiva. Precisa drenar a sujeira que se encontra nos rios.
O futuro da cidade será melhor somente se o poder público intervir com políticas ambientalistas que visem a garantir uma melhor qualidade de vida.
Precisa querer uma cidade mais decente, que avance proporcionando serviços de limpeza, de coleta, de lazer, de reciclagem que promovam uma política de sustentabilidade.