Esta semana estava pensando em refletir, e dividir com meus caríssimos leitores, de que modo podemos contribuir para chegarmos a um mundo melhor. Não consigo ser pessimista, ainda que não queira ser irrealista. Sei que as coisas andam meio difíceis, em especial aqui em nosso País. Tem gente querendo parar tudo, como gente querendo ir para trás. E essas duas palavras, Especulativo e Operativo, me vieram a cabeça. Tem a ver com “fazer” e “pensar”, mesmo que não ache que devamos separar as duas coisas. Elas se entrelaçam.
Para um mundo melhor a gente tem de pensar e também fazer.
Quando se quer algo se tem de refletir bem, especialmente quando outras pessoas estão, ou estarão, envolvidas nos efeitos que poderão dali resultar.
Na “sexta-feira 13”, da semana passada, lembrei dos Cavaleiros Templários. Numa sexta-feira 13, o último Grão-Mestre com muitos Cavaleiros, foram presos e depois mortos, por isso se considera como o “Dia do Azar”. Os Templários são importantes para nós brasileiros, a cruz deles estava nas caravelas do nosso descobrimento. Hoje sabemos que existem mapas do Brasil muito antes de 1500. Como não ignoramos que os Templários estiveram pela América, coisa provada por mapas do século XIV da Goenlândia até a Flórida.
Creio que lembrei dos Templários por saber que eram construtores de Templos, da Europa ao Oriente Médio. E, por que não usar de uma metáfora, como já fiz num poema há uns anos.
“Templo”:
“todo homem é um templo/ erguido toque a toque/ sobre a pedra bruta//
o afagar do tempo/ faz-nos crescer/ no encontro justo/ das mãos que se unem/ laborando o granito/ até tornar-se polido/ até tornar-se perfeito”
Se o homem é um templo, o mundo desejado também há de ser. Se se pretende melhorar o mundo, temos de realizar para o efeito dessa pretensão sobre os homens, sobre os seres humanos. O mundo melhor só vale se for em benefício das pessoas. E aí temos de nos projetar em busca de satisfação para todos ou, ao menos, para a grande maioria que nele viverá. Deverá oferecer esperança nos caminhos dos que por lá circulem.
Se somos mesmo todos iguais temos de ouvir a todos. Mas uns não podem falar de modo a provocar o medo nos demais. Alguns poucos não podem usufruir de privilégios negados aos outros. E os direitos alcançados por uns devem ser respeitados e não usurpados.
Um mundo melhor tem de ser planejado, para evitarmos males estabelecidos quando o erguermos.
Temos muito a fazer. Mas um mundo melhor é realizável. Podemos erguê-lo a partir da nossa reflexão positiva. Refletir e construir.
Somos parte material do templo a ser erguido.
“Pedra”
“tomo a pedra/ qual o homem/ do construtor é a base/ ergo a parede/ a casa e a oficina/ ergo a loja e o templo//
ergo o corpo/ a minha postura/ minha atitude/ como eterno aprendiz/ ergo o trabalho/ a família e o país//
a base ainda bruta/ vou burilando/ até torna-se polida/ justa e perfeita//
até que me permita/ a sombra da acácia/ desvendar o poema”
Demos as mãos para o Bem.