O meio ambiente é o lugar onde vivemos. Nós, as pessoas, com todos os seres que em cada espaço estão nos acompanhando ainda que nem saibamos. É o canto que temos de cuidar também porque temos de cuidar de nós mesmos. Coisa que nem todos parece darem a atenção devida. Como se nem gostassem, nem quisessem o melhor para si mesmos.
Isso sempre me incomodou, mesmo antes de saber formalmente mais sobre o tema. Há coisa de uns cinquenta e poucos anos, na Europa, pensava em cursar algo que pudesse acrescentar profissionalmente na minha vida. Tinha feito um curso por correspondência de Desenho Arquitetônico ainda no Brasil. Coisa que me chamava a atenção não apenas esteticamente, mas de modo também organizacional. Aqui, antes de sair, na Faculdade, cursava Direito na PUC de São Paulo. Lá fora pensei em estudar Planejamento Urbano. E descobri um curso que me chamou a atenção fortemente. Era na Escola de Demografia de Paris. Acabei me matriculando. E o curso, ao que sei, foi o primeiro des taque no mundo, para planejar as cidades, que oferecia a cadeira de Ecologia. Não era só para estudar números. Mas como fazer para as pessoas viverem juntas de modo mais agradável e mirando perspectivas. Fiquei encantado. Muita Biologia, claro, mas atraindo o interesse dos estudantes pela natureza para o futuro do mundo.
Infelizmente, ou felizmente, fui me dando conta de que talvez levasse uns tantos tempos a mais por lá, distante da minha terra. Então, entendi que o melhor era mesmo cursar o que me levasse ao meu futuro. Queria ser escritor. E para isso o melhor seria mesmo cursas Letras. Acrescentei muitas formações nesse interesse, como Teatro e Animação Cultural e umas tantas outras mais.
Porém, aquela abertura para a Ecologia me ofereceu uma visão bem ampla de como me colocar ante o mundo, atento a proteção dos seres humanos e tanto mais. Isso ficou em mim. A gente assume ou se perde.
Temos uma cidade como a nossa Suzano que é a primeira, efetivamente planejada no último quarto do século XIX de todo o Alto Tietê. Talvez o nosso Centro merecesse hoje mais árvores num olhar mais simples. Talvez venhamos a ter de refletir sobre esse ponto uns tempos mais adiante. Mas agora já teríamos de repensar esse nosso que é o maior espaço de comércio de toda a nossa Região. Onde iriam circular o tanto de gente que passa hoje pelas nossas calçadas? Onde colocaríamos os carros se permitíssemos os amplos calçadões? Teremos de pensar e projetar múltiplas ciclovias, mudando as nossas ruas, se pretendermos fazer como os holandeses diminuindo o número de carros a poluir o meio ambiente. Um dia isso vai surgir a nossa frente como demanda necessária? É provável.
Então já devemos começar a pensar no que nossos netos precisarão vislumbrar diante deles?
Não é coisa simples. Nem fácil. Mas, podemos nos lançar a esses conhecimentos? Por que não?