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Sueli Barão

A brevidade da vida

18 agosto 2024 - 08h00 Por Gabriely Machado
A brevidade da vida

O acidente aéreo ocorrido em Vinhedo tem feito com que muita gente pense no quanto a vida é breve e frágil. Quantos planos, sonhos, foram embora em poucos minutos! Ficam as lembranças, as memórias, os momentos significativos vividos com aqueles que se foram! E a dor! A verdade é que a vida é breve. Por mais que vivamos, sejam 70, 80, 90, 100 anos, ninguém pode negar que a vida passa rapidamente. Mais cedo ou mais tarde a morte chegará. E nós não sabemos lidar bem com a morte, que também faz parte da vida. Dependendo do tipo de morte, mais dificuldade ainda temos para aceitar essa realidade. Nós fomos criados para a eternidade. Diante da morte, temos que viver o luto, chorar a nossa dor, derramar as lágrimas necessárias, deixar que o Espírito Santo recolha as nossas lágrimas e nos console. Cada pessoa tem o seu luto próprio, o seu tempo. Mas precisamos seguir com a vida. Se for necessário, busquemos ajuda para prosseguir. "Seguir em frente" é, a meu ver, a maior homenagem que podemos prestar àqueles que partiram. Com o bálsamo do Espírito Santo e com o passar do tempo a ferida vai cicatrizando. 
Já que a vida é como um sopro, de que forma podemos viver, então, com significado, valor, responsabilidade e propósito? Jesus nos ensinou a viver um dia de cada vez. Bastam as preocupações de cada dia! O Deus amoroso que cuida dos passarinhos, das flores do campo, cuida, principalmente, de nós! Se dermos conta do dia de hoje, já podemos estar satisfeitos. O problema é que ficamos preocupados com o dia de amanhã, com o próximo mês, com o futuro, dando vazão à ansiedade. Jesus já disse: - "E nenhum de vocês pode encompridar a sua vida, por mais que se preocupe com isso". (Mateus 6:27) O Salmo 90, que é uma oração de Moisés, no verso 12, diz o seguinte: "Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida, para que tenhamos um coração sábio". Isso pode significar que a consciência da brevidade da vida pode nos ajudar a trilhar caminhos de sabedoria, para que vivamos de forma relevante. O tempo é agora! É comum ouvirmos em velórios: - "Por que eu não disse que o (a) amava?" "Por que não fiz "isso" ou "aquilo"? "Se eu soubesse!" A vida é preciosa, a nossa e a dos outros. Precisamos valorizar a vida que Deus nos deu. Precisamos cuidar bem de nós e do próximo também. No tempo curto de nossa existência, devemos fazer o que nos cabe, sabendo que o tempo desperdiçado não volta mais! Temos responsabilidade com o tempo que Deus nos dá. Nossa vida será o que fizermos dela. As circunstâncias da vida podem nos impulsionar para cima ou para baixo. Mas somos nós que fazemos as escolhas. Não adianta ficar culpando os outros.
Em nossa breve existência, o tempo que recebemos é uma dádiva, a qual devemos reconhecer e celebrar a cada manhã, quando acordamos, abrimos os olhos, com a consciência de que estamos vivos. Sejam quais forem os desafios para o dia de hoje, você está vivo! Então, anime-se e celebre esse tempo que Deus te concedeu. Valorize o tempo; veja-o como um bem precioso, que precisa ser cuidado, com muito zelo. Organize-o de forma que você possa fruir dele, desfrutar dele, com coisas boas e importantes. Se buscarmos a sabedoria que vem de Deus, podemos usar bem o tempo, de forma que não falte tempo para o que importa. Deus tem um propósito para cada um de nós. Desejemos ardentemente viver esse propósito, cumprir a nossa missão, enquanto estivermos por aqui! No final de sua vida, o apóstolo Paulo tinha a seguinte declaração: "Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé". (II Timóteo 4:7) A corrida só vale a pena se tivermos a aprovação de Deus!