Envie seu vídeo(11) 4745-6900
segunda 24 de janeiro de 2022

Assine o Jornal impresso + Digital por menos de R$ 28 por mês, no plano anual.

Ler JornalAssine
Jornal Diário de Suzano - 23/01/2022
COLUNA

Eduardo Caldas

Foi candidato a prefeito em Suzano em 2004. É professor de Gestão Políticas Públicas na USP

Tecnologia Apropriada em Momento de Crise

07 ABR 2020 - 23h59
Neste momento em que o mundo é assolado por um vírus ainda pouco conhecido, observo esforços para salvar vidas seja de governos responsáveis, seja de organizações sociais e comunitárias, seja da comunidade científica.
Em termos de cuidados e ciências médicas, observam-se esforços para o desenvolvimento, adaptação e uso de técnicas e tecnologias convencionais e não convencionais (chamadas de apropriadas, sociais, brandas, leves, populares).
Das mais convencionais, destaco os esforços do Hospital das Clínicas de Lyon (França), que está em testando quatro procedimentos diferentes, dentre os quais, destaco dois: um medicamento utilizado para combater o vírus do ebola, doença hemorrágica altamente infecciosa; e a hidroxicloroquina, conhecido comercialmente como Reuquinol, e utilizado desde os anos 30 para o tratamento da malária e também para artrite reumatoide e lúpus. Trata-se de medicamento que já se mostrou eficaz contra a Sars (outra doença respiratória surgida na China em 2002).
Pesquisadores do Instituto Mediterrâneo de Infecção de Marseille (França) publicaram recentemente artigo na International Journal of Antimicrobial Agents mostrando a eficácia da hidrocloroquina, utilizada sozinha e também combinada com um antibiótico chamado azitromicina, que combate infecções pulmonares causadas por bactérias.
Além do desenvolvimento de medicamentos, provavelmente submetidos a intensas disputas políticas laboratoriais e também comerciais, há outros desenvolvimentos em vista: o de "respiradores mecânicos" e o de prevenção.
Os "respiradores mecânicos" também têm sido desenvolvidos e adaptados. Em menos de uma semana, há notícias reconfortantes do Rio Grande do Sul e de São Paulo.
Em Canoas (RS), três profissionais da saúde, inspirados em estudo da Universidade de Michigan de 2006, adaptaram um respirador mecânico para atender até quatro pacientes, de tal forma que quadriplica a capacidade de atendimento a partir de um único aparelho. Trata-se de adaptar as mangueiras do aparelho que cumprem função de traqueia artificial para os pacientes nela instalados. Adaptadas em "Y", as mangueiras permitem a dois pacientes expirarem e a outros dois inspirarem. É a multiplicação das máquinas a custo quase zero.
Na Universidade de São Paulo (USP), o esforço é produzir respiradores de forma rápida e barata. Um respirador convencional, segundo divulgação no Jornal da USP (27/03), custa aproximadamente R$15 mil; e o projeto, agora em fase de teste, permite a produção por R$ 1 mil.
O desenvolvimento de uma ciência mais "dura" ocorre passo-a-passo e muitas vezes a solução não vem de alguma invenção mas na adaptações de medicamentos e equipamentos previamente existentes.
Do ponto de vista das técnicas bem mais "leves", o que se observa é gente adaptando garrafas de plástico transformando-as em máscaras protetoras. Em termos preventivos, médicos mais naturalistas indicando o fortalecimento do sistema imunológico. E nesse sentido, a recomendação é abusar de alimentos naturais (frutas, legumes e verduras) e reduzir o consumo de açúcares e carboidratos. A sabedoria popular sugere a ingestão abundante de água e a higienização da casa e dos produtos advindos da rua com álcool ou água e sabão. Finalmente, lavar bem as mãos com água e sabão o tempo todo!
Eis as técnicas e tecnologias das mais convencionais às mais populares sendo disseminadas a serviço da vida.
UMC
CENTRO MEDICO INFLUENZA

Últimas Notícias

Ver Últimas Notícias