O mês de março chega ao seu último dia e apesar de percebermos que muitos homens se integraram em campanhas em prol da defesa das mulheres, elas ainda continuam vulneráveis, continuam sendo violentadas e mortas por aqueles a quem elas confiaram seus sentimentos.
Nunca sentimos tanta insegurança, basta abrir as páginas dos jornais, assistir os noticiários ou acompanhar as redes sociais que verificamos o grande número de feminicídios que estão acontecendo diariamente.
As notícias que chegam mostram que essa violência que grassa em nosso país de norte a sul, no interior e nos centros urbanos, também atinge outros países.
Na Europa um jovem enterrou sua ex-namorada aparentemente ainda viva, após agredi-la com violência, pelo simples fato de não ter aceitado o fim do relacionamento.
Mulheres jovens começam a temer se relacionar, pois, se com a convivência perceberem que não desejam mais continuar, correm o risco de serem violentadas, agredidas ou mortas, porque os homens não conseguem compreender que relações podem terminar por inúmeros motivos, afinal os sentimentos mudam com o passar do tempo ou surgem incompatibilidades que são difíceis de serem superadas, então o mais correto seria cada um seguir seu caminho, buscando alguém com quem se entenda mais perfeitamente.
Infelizmente, os homens são criados para serem dominadores, numa sociedade em que o machismo impera, eles não conseguem entender que não são proprietários das mulheres e senhores de suas vidas, afinal fomos criados de forma semelhante, o que nos diferencia é a funcionalidade de cada sexo.
No que tange a inteligência e a capacidade física somos iguais e, como mulheres somos mais perspicazes, mais sensíveis, mais observadoras e romanceamos mais a vida, talvez para torná-la mais leve.
Carregamos uma carga extra de trabalho quando nos unimos a um companheiro, afinal em tempos difíceis como o que vivemos, há necessidade de ambos trabalharem exercendo suas profissões, o que consome a maior parte do dia fora de casa e, quando retornam ao lar, na maioria das vezes não encontram a parceria tão necessária nas funções caseiras. Elas mal chegam já se entregam as tarefas rotineiras para cuidar de filhos, da alimentação, da organização da casa enquanto eles na maioria das vezes ocupam o sofá para o "merecido descanso" no seu egoísta modo de ver.
Raros são companheiros de fato e, estes entendem suas esposas e não as machucam nem agridem, são amorosos, gostam de dialogar e dissipam suas dúvidas e possíveis desentendimentos com uma boa conversa, infelizmente ainda são poucos.
São as mães que criam os filhos e devem ensinar o respeito as mulheres desde tenra idade, inclusive ensinando dividir os cuidados com a casa, pois, certamente quando adultos estarão preparados para conviver em paz e com entendimento com sua companheira, porque aprenderam desde cedo o valor da parceria com amor.
Mulheres em todo mundo sofrem violência, em algumas regiões sequer possuem voz, são humilhadas e ultrajadas, não podendo sequer mostrar o próprio corpo que vive coberto por pesados tecidos e, onde são consideradas livres, sofrem o arbítrio masculino que estupra, fere, agride e mata.
Quando poderemos considerar o mundo um lugar seguro para viver e criar nossas filhas?




