A Copa do Mundo de futebol envolve todo o planeta nessa competição.
Os times chegam cheios de esperança, carregando sorrisos e disposição, seus uniformes coloridos trazem as cores de seus países, uns mais tradicionais, outros modernos e cheios de glamour.
Nos animamos com os jogadores mais velhos e experientes do nosso time e esperamos que tragam para nós mais uma conquista, no nosso caso o hexacampeonato. O que para o Brasil era motivo de alegria, com ruas enfeitadas, carros carregando bandeiras, pessoas andando pelas ruas usando camisetas amarelas, sonhando com a sexta estrela, foi um sonho vão... Voltaram muito cedo, a falta de garra e do verdadeiro futebol nos trouxesomente desilusão e tristeza...
Como somos o país do futebol, continuamos acompanhando os jogos de outros países e torcendo por aqueles que fomos simpatizando. Nos animamos com novos ídolos, com as torcidas e suas maneiras de traduzir seu amor pela equipe e pelo país.
Alguns nos encantaram, como as remadas da Noruega, que infelizmente nos tirou a expectativa de continuar e mesmo assim nos cativou e acabou nos levando a torcer por aquele povo loiro, cheio de vitalidade que nos chamou atenção pela maneira alegre de jogar. Infelizmente eles também acabaram voltando para casa antes da final...
Assim fomos mudando a cor da nossa torcida sem perder a esperança de ver um deles arrebatar o sonhado troféu de campeão.
Admiramos o futebol, de países longínquos, que nunca imaginamos que jogassem esse jogo que consideramos tão brasileiro, apesar de nascido na Inglaterra. Cada time eliminado era por vezes motivo de alegria, doce vingança nalguns casos ou de tristeza porque nos eram simpáticos.
Assim caminhamos por um mês de jogos, mudando nossa rotina, nos adaptando aos horários e analisando (afinal todos nós entendemos muito de futebol) quem seria o provável campeão. Nos encantamos com o goleiro de Cabo Verde, já um senhor, mas cheio de vitalidade e humildade, que nos fez sentir muito a dor da eliminação de seu time.
Fomos vendo grandes times, que já se consideravam ganhadores, voltar para casa cabisbaixos e tristes, vencidos por equipes menores e até sem relevância, sem nenhum título, mas cheios de sonhos.
Foi assim que fomos percebendo que a final se aproximava e que das grandes estrelas poucas haviam resistido ao futebol moleque, como era o nosso de outros tempos, cheios de amor a camisa e respeito ao torcedor... Os quatro finalistas se apresentaram e para nossa surpresa aquele que tinha maior probabilidade acabou jogando para garantir um terceiro lugar, saindo silencioso do campeonato e certamente envergonhado por não ter alcançado o objetivo pelo qual tanto treinaram durante quatro anos...
Para nós que continuávamos assistindo e torcendo por outros países que nos eram mais simpáticos chegou a grande final... E o Brasil se juntou a outras torcidas e outras cores...
Nos vimos divididos entre nossos vizinhos argentinos com o Sol reluzente no fundo azul e branco e as cores vibrantes da Espanha.
Dois jogadores atraiam a atenção dos torcedores, um que se despediu omatreiro Lionel Messi, que sabe aproveitar cada oportunidade e o garoto Lamine Yamal, com sua garra juvenil...
Assim vimos a Espanha se sagrar campeão dessa copa, levando além da taça o nosso respeito...




