Estão acontecendo nas paróquias e comunidades católicas das cidades da Região do Alto Tietê, as benditas festas do Divino, esperadas, celebradas e vividas com muita fé pelo povo. São dias de júbilo que permitem às pessoas sair do mero bem-estar doméstico, para fitar horizontes divinos mais sagrados e privilegiados. Sempre se alegram os que participaram da tradicional Festa do Divino, pois os leva em todos os anos, a colher os frutos espirituais das celebrações realizadas durante a Novena e durante as Alvoradas.
Este ano não é diferente. Há celebrações religiosas, realizada à noite com as Missas e nas Alvoradas realizadas de manhã. Elas foram iniciadas na sexta-feira passada e continuam por nove dias, até o final de semana e na procissão do Divino, realizada na tarde do dia de Pentecostes.
A população dos bairros o do centro da cidade se faz presente para testemunhar o seu amor ao Divino Espírito Santo, tesouro inesquecível de sua vida. Os fiéis costumam fazer sete paradas durante a procissão, mencionando e meditando em cada parada um Dom do Espírito Santo. As pessoas que estão na rua ou andando pela calçada, acostumadas a se assinalar com o sinal da Cruz, surpreendentemente percebem, na passagem do Divino, um intenso júbilo, deixando brilhar a luz do Divino em seus olhares. Foi há alguns anos, que vivenciei a melhor experiência de religiosidade popular, ao participar pela 1ª vez da Alvorada do Divino em Mogi das Cruzes.
Vivi a beleza de uma manhã rica de fé, repleta de invocações ao Divino, de símbolos e rituais, prestigiando não apenas o aproveitamento de uma manhã sagrada, mas aprofundando ainda mais o sentido da existência, que se faz vida a cada novo dia que se inicia.
A festa se alimenta de fé, nas suas múltiplas maneiras concretas de ser vivida, no encontro, na capacidade de se emocionar, chorar, se alegrar, lutar, celebrar e testemunhar, sem a necessidade de passar pelo crivo da religião erudita. Na Alvorada, na escuridão levemente iluminada pelas poucas luzes do dia, prestes a clarear, encontrei uma imensa multidão peregrinando pelas ruas e calçadas da cidade, na direção ao Império do Divino, vendo o sol raiar e expandir o seu calor nos corações das pessoas,


