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Jornal Diário de Suzano - 16/08/2022
SESC AGOSTO 2022
COLUNA

Suami Paula de Azevedo

É escritor, responsável pela Mirambava Editora, palestrante e professor universitário. E-mail: suamiazevedo@uol.com.br

Liderança ou Vácuo, Discurso ou Postura

18 JUN 2022 - 05h00

Alguns amigos me diziam em conversa coisas bastante opostas. Todos sabemos do radicalismo que se expande em nosso País, que antes era cheio de gente bem alegrinha. 
Ainda conto que voltemos àquela qualidade positiva. Podemos nos dar conta disso e contribuirmos com nossos posicionamentos. E influenciando os demais.
Em minhas aulas de Gestão buscava explicar aos alunos que se deve evitar ser reconhecido apenas como Chefe. 
Devemos pretender sermos vistos como Líder. Porque o Líder é aquele que demonstra não estar pretendendo comandar mas ser reconhecido por aqueles que vão formando sua Equipe, com todos iguais, unidos e seguindo propostas comuns. 
O Chefe só quer mesmo mandar, ser obedecido, ter subordinados. 
E vemos bastante disso por aí, nas redes sociais, na televisão.
Mas temos de saber que se olharmos por aí, seja numa favela, numa sala de aula, numa escola ou numa empresa, se o Líder institucional não ocupa o seu espaço alguém vai ocupá-lo. E poderá ser aquele nefasto mandante, o “líder negativo”. Se o professor, o diretor da escola ou o gerente da empresa não assumir seu espaço o mal vai fazê-lo. Numa favela, se o Poder Público não ocupar o lugar devido, o traficante ocupa. 
O espaço desse destaque não fica vazio.
Nem tudo é fácil. Como dizer às crianças que o crime não compensa, se grandes ladrões têm seus crimes reconhecidos como atos “rotineiros”, atos “normais” por fazedores de leis? 
Temos muito pouca realidade, temos mais discurso. Acho que, na minha idade, já vi muita coisa ruim. Não preciso de mais. Mas, afirmam-me, tenho de ver, como impedir? 
Claro que sei que temos a ver coisas feias, negativas, mas não vou concordar. Não concorde. Não precisamos sair gritando como alguns. Podemos ir fazendo, mostrando os exemplos das nossas posturas positivas. 
Abri dia desses um exemplar antigo da revista CULT, ela trazia várias matérias sobre o linguista Roland Barthes, de quem assisti umas aulas há quase cinquenta anos. Ele sabia das mitologias do mundo moderno. Sabia do quanto o discurso pode ser enganador. 
Faz muito, sei que vamos ficando apenas com discursos. Palavras vazias, repetidas sem emoção, sem convicção. 
O discurso pode se fazer só ilusão, jamais se tornando cois a real, jamais o concreto, se fazendo só uma representação. Isso engana, certamente. Mas pode causar muita dor. Não é isso que sonhamos. 
O ser humano merece ser feliz, merece a esperança, a que tiraram das crianças vendidas ao tráfico, não só na favela. 
Pelo mundo há governos que tentam enganar com posturas ideológicas, condutas irreais, para justificar o injustificável. 
Isso tudo é discurso de quem só quer o poder. Isso é vazio, vácuo.
Podemos, sim, mudar isso tudo. 
Cuide do seu discurso. Podemos mudar com nossas posturas. Então mudemos!

 

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