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Jornal Diário de Suzano - 11/06/2026
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Coluna

OUTRA AGENDA

11 junho 2026 - 05h00

Estamos vivendo em um mundo polarizado, em que não se respeita o pensamento diferente. As pessoas discutem, brigam, interrompem relacionamentos, inclusive, familiares, em razão de suas crenças, sejam elas religiosas, políticas, sociais. A vida e a convivência têm-se transformado em um campo de guerra. Infelizmente, existe uma “cultura da briga” em que se pretende conseguir, seja o que for, através da força. Em um contexto desses não sobra muito tempo para desfrutar da vida. É difícil dizer que há vencedores em uma guerra. Temos acompanhado com muita tristeza, mas em oração, as guerras que estão acontecendo no mundo, em que a população civil é a mais afetada. Os governantes acompanham as guerras pelos bastidores. Eles não vão para o campo de batalha, como acontecia em geral na Antiguidade e na Idade Média. Eles vão decidindo de acordo com os seus interesses desumanos e escusos. As negociações e os acordos para cessar as guerras atuais não têm prosperado.
O cristão deve promover a cultura de paz. As guerras dos cristãos são espirituais. A Bíblia nos ensina a viver em paz com todas as pessoas, sempre que depender de nós. (Romanos 12:18) Isso significa evitar conflitos desnecessários. Em Romanos 14:19, o apóstolo Paulo exorta: “Por isso procuremos sempre as coisas que trazem a paz e que nos ajudam a fortalecer uns aos outros na fé”. Tiago, em seu livro no Novo Testamento, trata da sabedoria que vem do céu, que é pura, pacífica, bondosa e amigável, cheia de misericórdia, produzindo uma colheita de boas ações. “Pois a bondade é a colheita produzida pelas sementes que foram plantadas pelos que trabalham em favor da paz”. (Tiago 3:17-18) Você trabalha pela paz em seu lar, no seu trabalho, na sua comunidade, em sua cidade e país? Trabalhar em favor da paz é sinal de sabedoria, não de fraqueza. Trabalhar pela paz não significa omitir-se em relação a situações e contextos injustos. Significa não ficar “pondo lenha na fogueira”, alimentando ainda mais o desejo perverso de “ver o circo pegando fogo”. A sabedoria que vem do céu é “pura”, o que significa sem interesses escusos; é “pacífica”, sem imposições pelo uso da força; é “bondosa”, generosa; “amigável”, sempre disposta a estender as mãos para uma caminhada em conjunto, o que significa muitas vezes abrir mão de seus próprios direitos e interesses; é “misericordiosa”, disposta a perdoar e dar uma outra chance ao outro. O que temos visto no mundo contemporâneo é um individualismo crescente, em que cada pessoa, cada país, cada continente, procura defender apenas os seus interesses. Seguindo essa linha, o resultado é guerra, solidão e destruição.
Existe a ameaça de uma guerra em nível mundial. Mas existem as guerras do dia a dia também. Essas estão bem perto de nós! Felizmente, ainda existem aqueles que trabalham pela paz. Nas bem-aventuranças, Jesus afirmou: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”. (Mateus 5:9) O pacificador promove a paz. Ele não é agressivo em sua maneira de tratar as pessoas. Ele não procura rixas com os outros. Não gosta de brigas e intrigas. Ele busca encontrar um caminho de negociação e consenso. Ele é um pacificador, porque vive a paz de forma prática. O pacificador não tem interesses pessoais escusos. Seu único interesse é ajudar a reconciliar as pessoas ofendidas. Ele não é supersensível, nem defensivo. Ser pacificador é saber controlar pensamentos e emoções. Quando enfrentamos uma situação problemática, principalmente nos relacionamentos, precisamos pensar sobre o que Jesus faria naquela situação, e quais os princípios de Deus que poderão nos orientar para encontrarmos um caminho de paz. Devemos ser cuidadosos quanto às nossas reações e palavras.
O pacificador sabe controlar sua língua. Muitos problemas seriam evitados, se as pessoas pensassem antes de falar. A paz é possível! Retomemos o caminho da paz!